sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tão antigo, porém tão atual...

Boa noite senhores, senhoras, senhoritas e senhorios. Hoje um assunto batido, porém atual. A tal história do "apolítico".

Com mais esse escândalo de corrupção que o Brasil enfrenta, volto a escutar coisas que não gostaria. Pessoas desistindo, querendo votar nulo. Pessoas perdendo a força de seus ideais.
Já me repeti tantas vezes que corro o risco de ficar prolixo. Votar nulo, desistir da política, dizer que odeia política não é ser apolítico é ser indiferente. Essa indiferença é o que da espaço para que políticos desonestos e corruptos tenham espaço. Exemplos simples e rápidos: Roriz na "Operação Aquarela", o Arruda na "Operação Caixa de Pandora", o mensalão do PT com Roberto Jefferson, José Genuíno e outros.

Enquanto existirem pessoas que se orgulham de dizer que odeiam política e que não participam no que está acontecendo este cenário deplorável e hediondo de corrupção não vai mudar. Enquanto estes dizem para "votar nulo" ou "explodir o congresso" pessoas estão passando por todo tipo de dificuldade que não vão melhorar se não exigirmos que aqueles que administram façam o que tem que ser feito.

Vou colocar aqui um texto de Bertolt Brecht um dramaturgo e poeta alemão do Séc XX:

O Analfabeto Político
Bertolt Brecht

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. "

Incrível como depois de tantos anos o texto de Brecht consegue ser tão atual. O que, infelizmente, nos diz que esse problema é antigo e até hoje não foi resolvido.

É necessário consciência política, investir na educação. Estimular as pessoas à pensarem. Pensar não dói - apesar de parecer que várias pessoas achem que sim - vão atrás da vida dos candidatos, pesquisem. Parem com a política do "ctrl c ctrl v". Não acreditem e copiem tudo o que lhes falam. Utilize a internet para mais coisas que não jogos na internet, msn, orkut, twitter, facebook, hi5, e tantos outros sites de relacionamentos.

Citando mais uma vez o texto de Brecht: "Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas."

Lembrem-se que existem pessoas por aí que estão sofrendo devido a governos que fingem que se importam, cometendo inúmeras falácias. Que "dão lotes" irregulares, sem infra-estrutura e as pessoas não lembram que ele não fez nada mais que sua obrigação como parlamentar.Votaram nele para isso. Ou então aqueles que fazem inúmeras obras como shoppings, rodovias. E a população esquece que de nada adianta uma estrada boa se não tiver um hospital público com atendimento eficaz, profissionais capazes e equipamentos ou escolas públicas boas, com professores bem pagos e estrutura digna de uma população que paga tantos impostos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Crise Política? De novo?

Boa noite senhoras e senhores. Hoje, pra variar, que tal um escândalo político para pensarmos antes de ir dormir? Acredito que todos saibam de qual caso específico irei abordar hoje: o caso do governador do DF, o senhor José Roberto Arruda - DEM.

Pois é, aqueles que acham que o mensalão era coisa do Lula ou da Esquerda tiveram uma surpresa, no mínimo, desagradável. No dia 27/11/2009 foi deflagrada a operação “Caixa de Pandora”, pela polícia federal. Cumpriram mandados a 16 pessoas físicas e jurídicas. Entre elas, José Roberto Arruda - DEM. E, para piorar as coisas para o Arruda, foram divulgados vídeos onde Arruda recebe 50 mil reais quando ainda era candidato.
Caso alguém não tenha visto:



Bom, partamos, então, para minha análise do caso. Antes, porém, é preciso ter em mente que é possível que haja, entre os citados, pessoas que sejam inocentes. Visto que agora é a hora que se atira para todos os lados, e se bota todos os nomes possíveis. Mas, mesmo assim, acho improvável que o Arruda seja inocente.

Dito isso, podemos começar a análise: não é a primeira vez que o Arruda está envolvido em casos de corrupção. Em 2001, foi acusado de violar o painel do Senado. Em sua primeira declaração na época, Arruda alegou que nunca tinha visto a lista com o nome dos senadores e, portanto, era inocente. Afirmou também que era um absurdo pois tinha uma família para honrar. Porém, depois, no seu discurso de renuncia, ele se desculpa e renunciou ao cargo para não ser cassado. Como o brasileiro tem uma memória curta, em 2002, Arruda foi eleito deputado federal e em 2006, governador.

Após a divulgação do vídeo o argumento do Arruda foi o de que era para comprar panettones para pessoas carentes. O fato é: 50 mil reais de panettone são, simplesmente, algo absurdo. Quer dizer, analisando o histórico de Arruda, vemos que ele já se envolveu antes em casos de quebra de decoro parlamentar, corrupção e que as "desculpas" dele mediante aos fatos são, no mínimo, insuficientes. É fácil concluir que ele deve se retirar do cargo, e, em minha opinião, se afastar da vida política. Arruda é culpado sim e eu gostaria, se existirem, de ver argumentos a favor ao governador do DF.

Entretanto, não é coincidência muito grande esse escândalo sair no fim do acho de 2009, quando em 2010 acontecerão às eleições para governador do DF. Arruda e Paulo Octávio que estavam muito perto de sua reeleição de repente enfrentam um caso de corrupção que pode ocasionar um impeachment. Quem pode se beneficiar com a saída de Arruda nas eleições de 2010? Além da população, é claro. Que tal um ex-governador que é um coronel aqui em Brasília. Acredito que todos conheçam o nome dele: Joaquim Roriz.

Roriz é o mesmo cara que renunciou ao senado quando foi envolvido diretamente em uma investigação, onde foram divulgadas gravações em que continham o ex-senador negociando 2,2 milhões de reais, vindos do BRB. As gravações mostravam Roriz negociando a partilha dos 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília, Tarcísio Franklin de Moura. Mas, infelizmente, brasileiro nenhum se lembra disto. Com isso, é bem provável a volta do Roriz para o governo do DF.

Até quando os brasileiros se conformarão com a política do "rouba, mas faz". Até quando continuaremos a aceitar uma política que começou em Roma, a política do pão e circo?

Quanto ao delator do caso do Arruda, Durval Barbosa, não pensem que ele é o santo do governo, que é uma pessoa altruísta e que quer o bem da população. Ele só fez essas gravações e denunciou o caso de corrupção para se livrar dos processos que ele tem desde a época do ex-governador, Joaquim Roriz, e não eram poucos os processos.

Enquanto toda essa falcatrua acontece, a população fica esquecida. As crianças que tem que estudar em escolas públicas ficam prejudicadas, afinal, nosso governador "prefere dar panettones" à melhoria das estruturas das escolas. A saúde pública continua esquecida e abandonada, e obras e obras são feitas no DF.

Eu só espero que a população não se esqueça desses casos. Não ceda aos pães e leite que virão ano que vem. Não votem nulo, votem consciente. Não desistam, lutem para melhorar.

domingo, 29 de novembro de 2009

A arte de acertar estando errado e vice-versa

Fim de ano sempre é movimentado, talvez, por isso, o blog tenha ficado tanto tempo parado. Mas, durante esse tempo, eu li um pouco,me informei mais a cada dia. Hoje não vou falar de casos específicos, como o escândalo do Arruda, ou então da mídia brasileira sensacionalista e pseudo-interessada em mulheres com vestido curto, ou até mesmo das eleições de Honduras e da posição do governo brasileiro. Mas, o problema de qual falarei está intrínseco a tudo isso. A dicotomia imposta a todos nós desde pequenos, o famoso Bem versus Mal.

Desde pequenas as crianças são induzidas a acreditar que tudo se resume nessa oposição. Histórias infantis e os filmes da Disney fazem questão de deixar isso explicito. O príncipe, de coração bom sem nenhum defeito e com inúmeras qualidades contra a bruxa ou o dragão, que são a maldade personificada. Aí crescemos, entramos na puberdade, época em que os pré-adolescentes e os adolescentes tentam descobrir quem eles são e em que eles acreditam e começam os filmes de Hollywood, o herói do filme contra o vilão destes.

Essa dicotomia está tão impregnada na natureza humana que até no socialismo ela está presente. Marx e Engels se utilizam dessa quando tratam o caso “Operários x Burgueses”, Tratando sempre dos operários como pessoas do bem e os burgueses como pessoas más que não se importam nunca com seus operários. Apesar de isso acontecer de forma mais frequente do que o desejado não se deve pensar sempre que donos de empresas são os caras malvados e pobres são as pessoas justas.

Para o resto do texto utilizarei o termo "burgueses" para o lado do "mal" e operários para o lado do "bem". Entretanto, não pensem que estou cometendo o mesmo erro de Marx e Engels.

Todos sonham com um mundo melhor. Alguns planejam lutar por isso. Mas, para alcançar essa tão cobiçada meta é necessário entender que essa dicotomia não existe. Há burgueses bons da mesma forma que operários “do mal” não são raros. A velha batalha ideológica do "POBRE É POBRE PORQUE NÃO VAI ATRÁS DE TRABALHO, NÃO SE ESFORÇA" ou a tese, que por sinal é a que nosso presidente adere do, "POBRE É POBRE PORQUE NÃO TEM APOIO, SEJA DO ESTADO OU QUALQUER OUTRO MEIO". Basicamente, isso quer dizer que, existem uns que defendem que aquele que não vai atrás de trabalhar, de vencer na vida é pobre. Por outro lado, os que dizem que sem apoio de outrem um pobre não consegue atingir o sucesso tão desejado por cada ser humano.

O único erro dessas afirmações está no de "se uma está certa, a outra está errada", que é causado justamente pelo dualismo do "Bem x Mal", que está intrínseca na mente humana. Uns assumem como premissa verdadeira a tese de "O pobre é o cara justo, de coração bom. Ele é do bem" outros assumem a tese de "O pobre é o cara preguiçoso, não quer trabalhar. Ele é do mal". Existem pessoas que se encaixam nas duas teses, e são utilizadas para provar cada ponto de vista.

O ser humano é único. Não existe "repetição de pessoas". Ou seja, aplicar a mesma tese a todos significa condená-la ao erro.

Talvez consigamos um mundo melhor à medida que entendermos que é necessário parar com a tão dita dicotomia. Quando nos dermos conta que todo e qualquer ser humano tem direito a ajuda. Quando pararmos de fechar os vidros dos nossos carros quando alguém vier em nossa direção quando o semáforo estiver fechado. Quando começarmos a dar bom dia para as pessoas que por um motivo ou outro aparecem em nossas vidas. É tão simples começar que parece mentira. Dentre muitas coisas que meu professor de geografia me ensinou esse ano, uma ficou marcada profundamente em minha mente. No último dia de aula ele nos ensinou a "sentir o mundo” e, em meio a seus exemplos certeiros ele disse uma coisa que certamente mudou meu jeito de pensar. E o que ele disse foi mais ou menos o seguinte:

“Não se feche da próxima vez que você estiver andando e encontrar alguém dormindo na rua, pedindo esmola, alguém que vive a margem da sociedade. Estenda a mão e diga um bom dia. Não coloque um bloqueio mental para as coisas feias do mundo. Não se esconda delas, enxergue-as e então as sinta, que só assim a gente muda o mundo."

Entre tantas outras coisas que aprendi esse ano, essa é uma da qual tenho em mente que todos devem aprender. E que a partir de hoje, tentarei não só fazê-lo como também ensinar a quem puder.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Querer mudar

Bom, primeiramente me perdoem por sumir. Vida de estudante não é fácil e me perdoem também porque hoje não será nada relacionado à política propriamente dita. Será mais um desabafo do que qualquer outra coisa.

Chega um momento da vida que você para pra pensar no que está fazendo, no que você fez e no que vai fazer. Ao andar na rua você vê várias pessoas indo e vindo e cada uma dessas pessoas tem uma história, cada pessoa é o herói de uma história diferente. E o que fazer quando você não sabe se é personagem principal ou se é só um mero figurante junto com tantos outros? Fazer a diferença é algo que todo ser humano quer. Às vezes não pelos mesmos meios, mas todos sonham em fazer a diferença, seja ela pra alguém ou pra alguma coisa. Alguns tentam desesperadamente achar uma razão para o motivo de estarmos aqui, de habitarmos o planeta Terra. Outros acham que simplesmente estamos aqui, que foi o 'acaso'. Eu, por outro lado, acho que isso não importa. Se estamos aqui por uma causa maior não sabemos qual é, tudo que temos são ideias morais impostas por nossas culturas/religiões (seja ela qual for), e se estivermos aqui por acaso não importa muito o que fizemos e pra onde vamos; A única coisa que temos certeza é de que estamos aqui. E dito isso, na minha opinião, devemos nos preocupar em viver bem. Mas repare, estou dizendo que todos tem que viver bem. E não como acontece em Bangladesh, entre muitos outros países, onde muros altíssimos são construídos para separar os bairros ricos dos pobres. Enquanto alguns tem demais outros tem quase nada. Também não estou me referindo ao socialismo utópico onde todos são pobres iguais. Só estou dizendo que a pessoa mais pobre do mundo tinha que ter condições de cuidar de si e de sua família, o que não significa que todos tem que ser iguais. O ser humano é diferente por si próprio, logo, torná-lo igual seria aprisioná-lo. Seria destruir o desejo de criar, de pensar, de agir. Mesmo que hoje muitas pessoas não criam, não pensam e não ajam, o que é um desperdício. Visto que, no modelo de política mundial no qual estamos inseridos as coisas não andam como deveria, isto é, tem gente que não tem oportunidade nenhuma enquanto outros esbanjam são necessárias muitas pessoas para pensar em novas saídas para então criá-las e, finalmente, agir para por em prática todas as medidas possíveis para melhorar a vida da população em geral.

Se você acreditar que temos um propósito ou se você acreditar que somos fruto do acaso, chegou a hora de perceber que isso é um ínfimo detalhe comparado aos problemas que o mundo enfrenta. Pois, apesar de divergências entre de onde viemos e pra onde vamos, é mais importante saber que todos devem ser felizes enquanto estão vivendo. E, enquanto não for assim, não estará bom, pelo menos pra mim.

Pode me chamar de sonhador, de utópico. Pode chamar meus desejos e sonhos de infantis, impossíveis. Mas eu sei que um dia o mundo vai ser assim e eu vou fazer a minha parte. Vou além das expectativas, hoje posso não passar de um garoto mediano que não se destaca em nada. Posso não ser o melhor em nada. Mas sei que depois de mim o mundo vai ser outro. Afinal, não vou ficar parado e esperando. Sei que não posso mudar tudo, mas o que tiver ao meu alcance eu vou mudar. Nem que no fim eu tenha ajudado uma pessoa. Porque se cada um ajudar apenas uma pessoa, o mundo vai se transformar de um jeito que até então todos os sábios, intelectuais e até mesmo os historiadores e filósofos dizem ser impossível, em algo não só possível como real.

Bom, é mais ou menos isso. Haha desculpe se eu fugi muito do tópico, mas é que eu tava com isso engasgado. Espero que não achem muito idiota. Abraço leitores.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Esse Brasil...

A criminalidade no Brasil tem aumentado muito no decorrer dos anos. Os crimes têm ,cada dia mais, se sofisticado e são cada vez mais danosos à sociedade.
As pessoas têm medo de sair de casa, pensando que poderão ser atingidas por balas perdidas ou serem assaltadas por um marginal. O que causa esse medo é a falta de policiais nas ruas "fazendo a segurança" da população, diariamente.
O governo, principalmente por causa das eleições majoritárias do ano que vem, está mais preocupado em fazer obras que o faça "aparecer" do que investir em áreas que lhe dará menos publicidade, como colocar mais policiais nas ruas.
Logo, a criminalidade só vai diminuir quando as autoridades brasileiras resolverem tomar uma atitude e melhorar o policiamento nas ruas.

-por Júlia Ziller

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Aula de geografia, debate político...

Boa noite leitores.

Hoje na aula de geografia teve um debate que chegou a ficar caloroso. Não participei dele porque não da pra debater em uma sala de aula. As pessoas se atropelam, começam a gritar, enfim, acabei não dizendo a minha opinião. Mas, como dizem, antes tarde do que nunca. Em certo ponto o debate chegou a ser partidário dividido em basicamente duas partes: Os petistas e os “psdebedistas”. Ou seja, os que são cegamente a favores do Lula e os que são cegamente contra.

Enfim, pra mim, a discussão já começou errada. Os dois são extremos. E como não me considero um "extremista" vou "refutar" e "debater" os dois pontos de vista:

Do lado totalmente “psdbedista”, uma amiga minha (que considero muito por sinal) disse nestas palavras "Eu me considero mais inteligente que o Lula".

Pô, pera ai né? Primeiro que em minha opinião, inteligência não é só você saber inúmeros conceitos e fórmulas matemáticas, físicas, químicas. E decorar datas e acontecimentos em história e geografia. Ta isso pode ser importante, mas você julgar uma "inteligência" nisso é meio banal. O Lula pode ter chegado apenas até a quarta série do fundamental, mas e dai? O cara tem uma oratória invejável. Ele vai para as reuniões internacionais e recebe apoio de vários países. Inclusive, em algumas ocasiões, dos EUA. Ele teve a competência de reunir uma equipe que conseguisse não fazer besteira com a economia, o Brasil é hoje um país sem dívida externa, tendo inclusive emprestado dinheiro ao FMI, a inflação quase não existe. Ai um anti-lula que se preze usa do argumento: "Ah, ele só continuou a política do FHC." Tá, eu concordo, só que precisa de muita competência e caráter pra fazer isso. Quero ver, se a oposição for eleita, a chamada direita, se eles terão o caráter para continuar alguma política feita pelo Lula. É claro que o Lula cometeu gafes e erros em seu tempo de governo, mas vou dar uma noticia chocante para os “anti-lulas”, nenhum presidente no mundo fez um governo impecável. Todos tiveram pontos altos e baixos, prós e contra, FHC, por exemplo, como ministro da fazenda, ajudou a criar o plano real e reestruturou a economia acabando com a inflação, ok ponto pra ele. Mas também deixou o país com uma dívida externa que muitos pensavam que nunca iríamos paga-lá.

Já do lado "Lula-até-a-morte" o que tivemos foi ao ouvir o Lula ser criticado, um amigo (que também considero muito) levantou e gritou para todos ouvirem: "Ah, não vem zuar o Lula não".

Bom, para esse petista que trata Lula como um "Deus" o que tenho a dizer é o seguinte: Cara, ta o Lula foi um bom presidente, a meu ver, mas longe de ser o ideal. Mostrou caráter ao continuar a política do FHC, porém tomou vários posicionamentos que um presidente "ideal" não deveria tomar, o mais recente foi o de apoiar o José Sarney, presidente do Senado. Apesar de acusações sobre o Sarney ter praticado o nepotismo, ser um verdadeiro coronel, "senhor feudal" no Maranhão, ta que ele teve que fazer pela estratégia política, que ele precisava do apoio do PMDB e tudo mais. Porém, não é uma desculpa. O fato é: Ele passou a mão na cabeça de um corrupto. Não importa o contexto, ele não devia ter feito e pronto. Outro ponto negativo sobre o governo Lula é o fato de suas medidas populistas, e assistencialistas, não serem o que deveriam ser: temporárias. Apesar de concordar em parte com as “bolsas” que ele pratica, não concordo com o jeito que ele faz. Uma política assistencialista deveria ser para situações imediatas, enquanto se investem em educação, saúde e segurança para que esses atinjam patamares mínimos para que todos tenham um tratamento digno de seres humanos. Porém, apesar de não ter dado tempo para ver uma mudança significativa nesses pontos, a União tem investido muito pouco em educação, saúde e segurança. O que pro Lula não tem desculpa, um cara que ficou em filas do S.U.S, Sistema Único de Saúde, investir quantias ínfimas em saúde é algo inaceitável. O que prova a frase, quase dito popular, "o poder sobe a cabeça do homem".

Minha conclusão sobre a discussão é: Eu fiquei feliz, porque apesar de não concordar na íntegra com esses dois pontos de vista, pelo menos eles possuem um lado e defendem alguma coisa. Porque, parafraseando um amigo, você falar que não gosta de política e não se importa não o torna "apolítico", apenas o torna indiferente, e é exatamente essa indiferença que faz com que os coronéis, ladrões e corruptos mandem e desmandem nesse país. Eu realmente espero que, a nossa geração faça algo para melhorar o país e o mundo, e como é direito de todos terem esperança, eu posso dizer abertamente:

Eu tenho esperanças em nossa geração, nem tudo está perdido. Só depende de nós. Afinal, é como dizem: a esperança é a última que morre.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Flashback" histórico

"De que adianta poder falar se ninguém mais quer escutar" ( Francisco Júnior, Professor de Geografia)

Edit: Galera, eu sei que ficou muito grande, mas leiam, por favor. Prometo que não vai ser em vão.

Bom, primeiramente, boa noite. Hoje será um pouco diferente, vou falar sobre uma parte da história do Brasil para tentar fazer com que você, leitor, comece a pensar mais e para podermos um dia mudar o mundo.

A parte da história que lhes contarei é a parte que vai de 1964 até 1985, que ficou conhecido como a Ditadura Militar.

Bom, primeiro vamos ao contexto mundial que estávamos inseridos na época;

Com o fim da segunda Guerra Mundial e com a vitória dos aliados, principalmente os EUA e a Rússia, ex-URSS, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o mundo passou a ser dividido em dois ideais: O ideal capitalista e o ideal socialista. Os EUA liderando o lado capitalista e a URSS liderando o lado socialista. Ai você começa a pensar: "Tá e o que a ditadura militar no Brasil tem haver com isso?" A resposta é simples: tudo. Primeiro que o Brasil como país chave na América do Sul tinha que escolher um lado, e os EUA iriam fazer de tudo para ter-nos ao seu lado. A segunda guerra acabou em 1945.

Avançando um pouco no tempo chegamos em 1961 com a posse do presidente eleito - Jânio Quadros - Após tomar posse Jânio governou por oito meses, no dia 25 de agosto de 1961 ele renuncia e diz a famosa frase "Forças ocultas me fazem renunciar”. Até hoje muito se discute sobre que forças seriam essas, alguns teorizando até ser o próprio Estados Unidos. Porém, com a renúncia dele quem iria assumir era seu vice João Goulart, Jango, que era acusado de ser socialista. No dia da renuncia Jango estava de visita à China, país socialista, o que reforçou as suspeitas. Entretanto, a constituição era clara: o vice-presidente deveria assumir o governo. E ai a coisa complicou de vez.

Grande parte dos militares e ministros tinham medo de que Jango ao assumir levasse o Brasil para o caminho socialista. Mas, mesmo assim existia gente a favor da posse de Jango, como o Leonel Brizolla que junto com o general Machado Lopes lideraram a "campanha pela legalidade" defendendo a posse de Jango. Mesmo com esse movimento a favor foi adotado, para Jango poder assumir, o parlamentarismo que dividiu parte dos poderes de Jango com um primeiro ministro. Porém após um plebliscito em que o povo deveria decidir se continuávamos no Parlamentarismo ou então voltaríamos para a República, resultado: a República venceu. Tudo o que os militares mais temiam.

Então em 1964 os militares aplicam um golpe, e tomam o poder, com apoio dos EUA. E aqui começam os desentendimentos. Uns dizem ser golpe e outros revolução. E ai entra meu ponto de vista, Jango era uma pessoa extremamente popular e suas medidas seriam extremamente beneficentes para o Brasil, e só não era bom para os Capitalistas que acreditavam que entraríamos no socialismo, e as pessoas alienadas que acreditavam no "comunista come criancinha" e para a elite brasileira. Logo, a meu ver, foi um golpe militar.

O primeiro presidente militar foi o general Castelo Branco, que dizia ser a favor da democracia, mas ao assumir toma uma posição totalmente autoritária e os anos de sofrimento e opressão começara. Logo ao assumir Castelo Branco estabelece eleições indiretas para presidente e dissolve os partidos políticos e deixou o bipartidarismo um que era a oposição, Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que era controlado e o ARENA, que representava os militares.

Após o Castelo Branco quem assume é o general Costa e Silva. Seu governo foi marcado por várias manifestações sociais. A UNE, União Nacional dos Estudantes, organiza a passeata dos cem mil. E então recebemos o mais duro golpe de toda a ditadura, o AI-5, que entre outras coisas, fechou o congresso, acabou com o Habeas Corpus, enfim, era o término dos "anos tranquilos", já que agora a perseguição ficara mais forte e quase que legalizada. Muitas pessoas sumiram, eram presos pelos militares e sofriam torturas inimagináveis, e a família ficava em estado de terror e sofrimento inacabável, sem saber se voltaria a ver seu parente.

E então veio Médici, e os anos mais duros da ditadura começara. As repressões e censuras começam a ficar escandalosas, jornais, teatros, livros, filmes começam a ser censurados. O DOI-CODI, Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna, órgão que "interrogava" os "subversivos", interrogava está entre aspas (“) pois não considero tortura e humilhação uma interrogação. E a milícia cresce no Brasil. Mas, mesmo com o lado social totalmente perdido, o Brasil vivia o milagre econômico, a economia do país crescia muito chegando aos 12% ao ano, e o governo investia massivamente em infra-estrutura, o que custaria muito caro ao país anos mais tarde com a dívida externa. E antes de nos acostumarmos com o delicioso crescimento econômico a crise do petróleo veio que afundou o Brasil, que importava 80% do petróleo que consumia, se não me engano.

Então o general Ernesto Geisel assume, e a decadência militar tem inicio, que coincide com o fim do milagre econômico, e a conseguinte insatisfação por parte do povo com as taxas inflacionárias, Geisel põe fim no AI-5 e o Brasil se encaminha para uma redemocratização. Contudo, a linha dura não satisfeita começa uma repressão clandestina aos opositores de esquerda.

Por fim, Figueredo assume o país, com a famosa frase "Prefiro sentir o cheiro de cavalo do que o cheiro do povo", o auge enfraquecimento militar. E muitos dizem que o governo militar só não acabou com Geisel para não ficar na memória do brasileiro a crise do petróleo e o fim do milagre econômico como culpa dos militares. Enfim, Figueredo solta a Lei de Anistia, que perdoava todos os crimes políticos de 1961 até 1979; ou seja, os militares acabavam de ganhar um "passe livre da prisão" eles estavam concedendo um perdão para eles mesmo, sem pensar nas milhares de pessoas que sofreram de maneiras inimagináveis. E o pluripartidarismo volta a ser permitido, e Tancredo Neves e seu vice José Sarney são eleitos como primeiros presidentes civis após o golpe.

O que eu quero dizer contando essa história é o seguinte: Antes o brasileiro não podia falar o que pensava. Era preso por isso, eu, por exemplo, seria preso, torturado e morto se tivesse esse blog na época. E depois da ditadura muitos pensavam que o Brasil agora "iria pra frente". Mas o povo parou de escutar, os anos em que muitos lutaram para poder falar foram esquecidos. Hoje só queremos festa. É claro que a festa e a farra são essenciais, mas devemos parar para pensar como as coisas andam hoje em dia. Para mostrar que não foi em vão a vida de milhares de jovens que morreram na época da ditadura tentando falar. Mas o jovem não escuta, salvo raríssimas exceções. Vamos nos unir, e concretizar o que já queriam lá atrás. Vamos fazer deste um Brasil melhor, e depois um mundo melhor. Você pode fazer isso é só acreditar, e fazer por onde. Estude mesmo que não goste, leia, aprenda. Se nos unirmos faremos a diferença.

sábado, 5 de setembro de 2009

E dessa vez: A saúde.

"Se cada um mudar o seu mundo, o Mundo inteiro mudará" ( Francisco Júnior, professor de geografia do Leonardo da Vinci)

Boa noite leitores! Peço desculpas pela falta de postagens novamente.

Bom, para o post dessa vez irei falar de mais uma coisa que em minha opinião é o mínimo que o Estado tem que dar: saúde.

Bom, primeiramente vamos separar duas coisas: saúde pública e saúde privada. A saúde privada no Brasil, isto é, hospitais, clínicas e médicos particulares não são de todo ruim no Brasil, inclusive tem destaque mundial em certas áreas. O problema é: que não deveria existir, ou deveria existir raríssimas, mas existe, e , portanto, a saúde pública é completamente ignorada.

Você já pensou em porque você paga imposto? Na teoria nós, cidadãos, receberíamos o imposto em forma de: escolas, hospitais, centros culturais, centros esportivos, entre outros. Porém, no Brasil acontece uma coisa curiosa, ao invés de receber em troca o povo tem que pagar de novo, se quiser algo de qualidade. Tem que pagar escola particular, pagar previdência particular, pagar seguro médico particular. Um leitor atento começa a se perguntar aqui: "ué, então pra onde vai o dinheiro dos impostos?" A resposta, ainda que moralmente e eticamente erradas, é bem simples: ela vai pro bolso de deputados, senadores, governadores, prefeitos, isso sem falar no dinheiro gasto para, por exemplo, pagar um funcionário que nem está no Brasil. Como aconteceu com o senador Arthur Virgilio - PSDB que contratou o filho de um amigo que morava na Espanha e pagava com dinheiro do senado.

Entra governo e sai governo e ninguém investe na saúde pública. Quantas reportagens que denunciam da falta de médicos, equipamentos, estrutura, remédio de hospitais públicos? E o que o brasileiro faz? Se conforma e, como sempre no Brasil, o conformismo toma conta da população. O povo elege um governante que passa quatro anos fazendo obras públicas. E a coisa ainda fica mais feia: você sabia que no ano de 2009 o GDF, Governo do Distrito Federal, repassou 61 milhões de reais para hospitais particulares e apenas 13,1 milhões para rede pública, segundo o Sistema Integrado de Gestões Orçamentárias (SIGGO), que por sinal é do governo. Ou seja, o Estado ao invés de fazer o que é seu dever que é cuidar da saúde pública ele da preferência ao sistema de saúde particular, de modo semelhante faz com a educação, como contei no caso do nosso vice-governador ir prestigiar a festa de uma escola particular.

Então veio por meio deste post suplicar a todos os estudantes, trabalhadores, aposentados, independente de cor, sexo, religião, time de futebol: Chega de conformismo! Vamos abrir os olhos, não vamos aceitar um governo com o pensamento de "Ah, pelo menos ele fez obras públicas e gerou empregos temporários" isso não é desculpa! É obrigação do governante, não só fazer obras públicas, mas também cuidar das áreas básicas, educação, saúde e segurança! Não fique esperando algo mudar, mude você mesmo. Não espere algo acontecer, aconteça você. Todos somos os protagonistas de nossa própria história. Logo, vamos agir como tal, vamos trabalhar para que o mundo em que nossos filhos forem viver seja diferente do nosso. Todos tem o poder de mudar o mundo, a única coisa que falta é determinação. Eu sei que eu vou tentar e vou conseguir, a verdadeira pergunta é: Você vai querer mudar o mundo comigo?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Justificativa

Gente eu e o Flávio estamos em semana de prova, por isso a falta de posts. Mas, se tudo der certo mais tarde irei atualizar!

Desde já peço desculpas se alguém entrou na esperança de ler algo novo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PAS e o Ensino Médio

Vou deixar aqui minha opinião sobre o PAS, o Programa de Avaliação Seriada da UnB, e sobre a estrutura do nosso ensino.

O PAS é visto por muitos como uma ideia muito boa, algo que pode te dispensar do tão temido vestibular no fim do ensino médio. O que eu acho é que o PAS coloca na nossa vida três vestibulares. São provas com estrutura similar ao vestibular, com conteúdo mais específico, e com a mesma importância. Faz um aluno de 14, 15 anos já ter que se preocupar durante o ano inteiro com esse difícil processo seletivo. Caso esse aluno não se preocupe, salvo algumas exceções, ele terá que enfrentar, além das 3 etapas do PAS, o vestibular tradicional. Serão quatro vestibulares na vida desse aluno, e é isso que acontece com a maioria dos alunos.

Acho que seria muito melhor termos um ensino médio tranquilo, com mais liberdade de conteúdo, e fazermos o vestibular no final do ensino médio, quando temos mais maturidade para encarar esse tipo de processo. Já vi várias vezes professores falarem que não podem ensinar tal parte de um conteúdo simplesmente porque a UnB não coloca na pauta do PAS. Estamos condenados a aprender aquilo que foi programado pela UnB, e todas as escolas de Brasília também. O pior de tudo é que é um conteúdo extremamente amplo e pouco aprofundado, com partes inúteis para a maioria dos estudantes, e sem partes que poderiam ser muito úteis.

Vou falar novamente o que eu havia dito no meu outro post: somos um dos países onde mais se estuda física, matemática, e outras ciências, mas mesmo assim temos um dos piores desempenhos no mundo nessas matérias. Somos assolados com conteúdos sem fim, e temos que mastigar e engolir isso tudo, porque a UnB vai te cobrar no final do ano. No final de todos os anos. Eu serei um engenheiro, um médico ou um concursado na área de direito. Faz sentido eu estudar tantos conteúdos de geografia física (a geografia política deve ser ensinada para todos, na minha opinião), de botânica, de artes visuais, de teatro? Acho que cada estudante deve escolher, além de matérias básicas - úteis para qualquer profissão - as outras matérias que deve estudar. Espero realmente que meu filho não tenha que decorar "Vou te Excluir do Meu Orkut" ou "Dançando Calypso". Se os estudantes de 14 ou 15 anos têm maturidade para participar de um processo seletivo como o PAS, devem também ter maturidade de escolher o que querem estudar. Acho que seria uma "forçação de maturidade" mais saudável do que a atual.

Ouvi dizer que há uma nova proposta de reestruturação do ensino médio em 2010, visando justamente mudar esses aspectos de conteúdos exagerados com pouco aprofundamento. Espero que seja bem planejado, e que dê certo. Dessa forma, o Brasil pode ser visto como um país de estudantes capazes, e não só como um país de futebol, carnaval e corrupção.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E mais uma vez, a educação.

Boa noite leitores! Hoje vai ser um pouco diferente. Depois de ler o post do Flávio, muito bom por sinal, vou tentar fazer um paralelo da educação com o DF.

Que a educação pública no Brasil é lamentável todo mundo já está careca de saber, reportagens nos jornais sobre escolas abandonadas, onde quase não há professores e muitas vezes o professor que vai dar aula está de má vontade e sem dedicação. Mas, como julgar esses professores? Para termos uma ideia de comparação um professor de medicina com mestrado, que trabalha na universidade de Brasília, UnB, ganha 1.800 reais. Então, imagine você, quanto um professor de ensino fundamental e médio na escola pública ganha.

E o que o governo tem feito para combater isso? Obras públicas. Pois é, mais uma vez não investimos em educação para priorizarmos políticas assistencialistas para garantir voto e uma reeleição de nosso querido governador e seu vice, atualmente, José Roberto Arruda e Paulo Octávio. Para mostrar um pouco disso vou contar uma história que eu vivi.

Há umas semanas atrás meu colégio, Leonardo da Vinci, fez 40 anos de existência. Eu não sei se isso é bom ou ruim, já que nós pagamos educação duas vezes: primeiro em nossos impostos e depois na salgada mensalidade da escola particular. Mas, enfim, a escola fez um festão para seus 40 anos, ofereceu duas palestras com o Amyr Klink e com o Steven Dubner, muito boas por sinal, e quando tudo estava indo muito bem um dos donos da escola chama para falar umas palavras e oferecer uma espécie de premiação do governo para escola o vice-governador Paulo Octavio. Será que naquela hora só eu fiquei extremamente indignado? Quer dizer, o nosso vice-governador indo à uma festa de 40 anos de existência de uma escola particular e ainda por cima premia-la. Será que ele não deveria querer festejar os 40 anos de uma escola pública e nós, cidadãos, não deveríamos ficar indignados com a aparição dele no evento do Leonardo da Vinci? Bom, eu sei que eu fiquei.

Como já foi dito, a educação é imprescindível para o desenvolvimento de um país, em qualquer setor, mas é necessário que toda a população tenha acesso a ela. Logo, o salário de um professor deveria ser muito maior do que é, a estrutura das escolas públicas tinham que ser modernizadas e, certamente, é necessário que haja uma manutenção das escolas. A população urge por um sistema de ensino eficiente. O trabalho como professor é uma profissão que deveria ser muito reconhecida e admirada. Afinal, existe coisa mais nobre que ensinar?

Como já é de praxe, minha opinião de como resolver esse problema é: Vamos parar de nos preocupar apenas com políticas assistencialistas, é claro que elas são importantes, mas apenas quando utilizadas dentro de seus propósitos: ser uma medida com tempo determinado enquanto as outras medidas não surtam efeito. Porém, precisamos entender que a educação é a base para tudo. Então não vamos nos conformar com um político que faz apenas uma coisa: Obra pública, que, por sinal, foi o que o Arruda fez. Contratou empreiteiras suspeitas, e conseguiu o que ele queria acordos e notas fiscais superfaturadas, desviando dinheiro público, dinheiro esse que deveria estar sendo investido em escolas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Importância da Educação

O Brasil é de fato um país subdesenvolvido, isso não é mistério nenhum e todo mundo sabe. Quando se busca as causas desse subdesenvolvimento, dessa inferioridade do nosso país perante os países mais ricos, é muito comum voltar no tempo para justificar isso nas raízes de nosso descobrimento. Sabemos que um fator decisivo foi o tipo de ocupação sofrida pelo Brasil na época da colonização: o Brasil foi ocupado para ser explorado e aproveitado. As pessoas não vinham aqui sonhando em formar uma nação própria e próspera, elas vinham aqui para arrancar tudo o que podiam de nossos recursos, diga-se de passagem, exorbitantes. Resultado disso: O Brasil (e toda a América Latina, África e parte da Ásia) ficou séculos atrasado em seu desenvolvimento, perante outras nações que foram colonizadas para serem povoadas.

Tá, tudo bem, foi tudo muito injusto e não tivemos culpa de termos sido explorados. Mas o Brasil ficou independente, em 1822. O certo seria, a partir dessa data, alavancar no desenvolvimento, investir em indústrias de base, preparar o futuro do país. Mas não, tivemos mais de meio século de monarquia, e depois disso veio a república - Oh, a república!. Mas para que serve república se o governo é ineficiente? O governo do Brasil nunca investiu em educação. E, uma nação sem educação é uma nação sem base, que não se sustenta e não se desenvolve. Outros países que sofreram exploração semelhante à nossa, como Costa Rica, Coréia do Sul, Irlanda e outros, investiram em educação recentemente - coisa de 20, 30 anos -, e ergueram sua economia, e consequentemente a qualidade de vida.

O governo deve perceber que investimento em educação não é utopia, é solução a curto prazo. Um país que investe pesado em educação terá sua próxima geração com uma qualificação profissional digna, e é aí que o desenvolvimento começa, e começa de uma vez. Um país com educação é um país que fabrica e exporta tecnologia e conhecimento. E não apenas grãos de soja ou carne.

Se o Brasil não quer mais ser um país de soja e carne, deve investir massivamente em educação, principalmente no ensino público do qual todo cidadão tem direito de usufruir, mas não somente neste. O ensino privado do Brasil é muito pior do que imaginamos. Temos um dos piores desempenhos do mundo em todas as provas internacionais. Somos um dos países que mais estuda física e matemática, mas temos um dos piores desempenhos. Algo está errado aí, e grande parte da culpa é das universidades federais que impõem todo o conteúdo curricular dos colégios. Enquanto o governo ignorar a importância fundamental da educação, ficaremos estacionados no status de subdesenvolvidos - econômica e socialmente.

"98% dos problemas do Brasil se resolvem diretamente com a educação, e os outros 2% são resolvidos indiretamente por ela." - já dizia o professor de geografia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Crise do senado e o poder do voto

Boa noite leitores!

Bom, vamos falar do que está o tempo inteiro na mídia: A crise do senado

Gente, primeiramente gostaria de frisar que a crise do senado não é coisa de agora e também não é coisa do "Lula".Os atos secretos, que descobrimos, vão até 1996 e quem governava o Brasil era o Fernando Henrique Cardoso, o FHC. Então vamos por as coisas no lugar.

Mesmo que essa palhaçada do senado não tenha começado no governo do Lula, ele pecou quando, para fins políticos, saiu em defesa do atual presidente do senado, José Sarney. E para quem não sabe o motivo disso, explicarei agora: O vice-presidente do senado é o senador Marconi Perillo, PSDB - GO, logo, é oposição ao governo, o PT do Lula. Para completar esse cenário estamos em véspera de ano de eleição e o Lula quer eleger alguém do seu partido, no caso a Dilma, e ele precisa do apoio do máximo de pessoas que ele puder. Não é difícil imaginar que o apoio do presidente do senado é algo imprescindível para tal. Então, por um motivo simples e que não deveria estar em questão, visto que o presidente tem que fazer o que é melhor para o Brasil e não para seu partido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o Sarney.

Para os petistas de plantão, não venham com o argumento de que " O PT É O MELHOR PARA O BRASIL" porque a gente tem que começar a perceber que não é o partido e sim o candidato que faz a diferença. Afinal, quem acabou com a inflação terrível no Brasil? Fernando Henrique Cardoso quando era ministro da fazenda do então presidente Itamar Franco. E quem acabou com a dívida externa do Brasil? Luiz Inácio Lula da Silva. Meu ponto é: FHC e Lula são oposição um ao outro, um é do PSDB e o outro do PT, e os dois fizeram uma coisa que fez com que o Brasil melhorasse muito. Portanto, está na hora de começar a analisar os candidatos e não os partidos.

Bom, depois de tudo isso espero que você perceba que a solução não está em votar no partido "X" que ele resolverá nossos problemas, como essa crise no senado. Partidarismos à parte, vamos para a questão da maioria dos estudantes de hoje: A acusação. Cara, primeiro que o estudante de hoje não gosta de política e, pra piorar a situação, a UNE, união nacional dos estudantes, não está cumprindo o papel que deveria e talvez por isso quase nenhum estudante saiba de sua existência. E muitos dos estudantes que não procuram ler sobre o que acontece no âmbito da política de seu próprio país e sequer conhecem a UNE fazem críticas pesadas, porém superficiais, e esse é um problema, não só para esse estudante mas também para o estudante que procura se informar e debater, afinal, as pessoas generalizam, errôneamente, e os estudantes de modo geral ficam descredibilizados. O ideal seria se todo estudante soubesse pelo menos o básico sobre a política de seu país, mas como isso é uma situação quase que utópica nos dias de hoje, só peço que, se for fazer uma crítica, se informe primeiro.

E agora você se pergunta: "Tá, e como a gente resolve a crise do senado?". Primeiramente mostrando que você não está satisfeito com o que está acontecendo, seja fazendo uma passeata ou abrindo um abaixo assinado ou conversando com seus amigos, familiares e professores. O importante é mostrar que você não quer que continue do jeito que está. Depois, para os que tem 16 anos, pense muito bem antes de votar, perceba que eu já estou assumindo que você vai tirar título de eleitor e votar ano que vem, analise muito bem os candidatos e escolha um que você julgue ser honesto. Não fique na do " Vota em branco ou nulo" que isso não é solução pra NADA, e pra quele que insistir que é, me prove. Votar branco ou nulo não é exercer sua cidadania.

Exercer sua cidadania é cobrar dos políticos o que disseram em suas campanhas. É usar o maior poder que existe dentro de uma democracia: o voto. Para termos um país mais justo, precisamos aprender a usar esse nosso poder. A geração passada lutou para PODER votar, a nossa luta é outra, temos que lutar para SABER votar. Então, eu conclamo a nossa geração para entrar de vez nessa luta. O voto nulo não atrapalha tanto quanto o voto em branco, porém não ajuda. E não ajudar deixa o Brasil do mesmo jeito, o José Sarney está há 55 anos no poder; o Collor, único presidente que sofreu impeachment, está de volta. Quem sabe se a pessoa que votou nulo tivesse escolhido uma pessoa mais decente esses "senhores feudais" não estariam mais no poder. Em suma, é necessário botar uma coisa na cabeça, em relação ao voto:

"A geração passada lutou para PODER votar, a nossa geração tem que lutar para SABER votar."

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Fim do Senado? Equívoco

Boa noite gente, obrigado por todos que leram o primeiro post, e um obrigado maior por aqueles que comentaram.

Gente, hoje vou fazer um comentário sobre os protestos que andam fazendo contra o José Sarney (prometo que essa é a última vez que falo sobre esse protesto então, leia até o final)

Quem disser hoje em dia que "marchas" e protestos de caráter parecido com esse, que pede a saída do presidente do senado o senhor José Sarney, não adiantam em nada, estará cometendo uma gafe enorme. Quem não ouviu falar do projeto "Diretas Já" na época da ditadura militar? Ou então o protesto dos "cara pintadas". Logo, esse argumento de que manifestações assim não adiantam nada está totalmente equivocada. E ainda, se você pensar: "Aah, mais aqueles eram protestos com muita gente, esse ai não tem quase ninguém", você se equivocou de novo, ou você acha que as manifestações acima começaram já com milhares de pessoas? Errado, elas começaram que nem essa, com pouquíssimas pessoas e estudantes em sua maioria.

Agora uma coisa que várias pessoas tem dito e não consigo concordar é a seguinte:

"Fora o Senado! A gente não precisa dele."

Para mostrar meu ponto vamos voltar um pouco no tempo, 1964 o Brasil sofre um golpe militar, sim foi um golpe militar e aqueles que quiserem falar de "revolução gloriosa" pegue um livro de história ou procure na internet e estude sobre o assunto. Enfim, sofremos um golpe, e passamos a ser censurados. Com o AI-5, ato institucional 5, que foi feito durante o governo do Costa e Silva, o Brasil sofreu o auge da ditadura, esse AI deu poderes ilimitados ao presidente, que, por fim, resultou no fechamento do Congresso Nacional por tempo indeterminado.
Meu ponto é que nesse momento de nossa história o brasileiro se viu em uma situação onde ele não podia dizer o que pensa. Uma mãe não tinha certeza se seu filho, geralmente estudante, iria voltar no fim do dia. E o pior, se não voltasse ela não tinha certeza se iria voltar a vê-lo algum dia. Até hoje inúmeras famílias não tem noticia de seus familiares que "sumiram" durante a ditadura, os militares "não sabem de nada", coisa comum no Brasil, não?

Muitos dos homens públicos de hoje, são guerrilheiros dessa época. Mas, não pense que eles são tão diferentes assim. É verdade que hoje em dia ninguém pode "sumir" com o seu filho, ou reprimir uma manifestação, e vivemos em uma "democracia". E "democracia" está entre aspas porque democracia significa "governo do povo" e não posso dizer que vivemos isso na prática. Agora se fecharmos o senado voltaríamos exatamente aonde muitos deram a vida pra sair. Viveríamos, novamente, uma ditadura. Talvez não uma ditadura militar, seria algo mais ou menos que nem o Hugo Chávez faz na Venezuela.

A questão é: de que adianta fechar o senado? Pra acabar com o pouco de democracia que temos? Não é melhor a conscientização do povo? E não pense que é impossível conscientizar o povo. É bem simples na verdade, comece a conscientizar a si mesmo e depois os que estão a sua volta. Seus amigos na escola, as pessoas que trabalham na sua casa, seus professores. Se cada um conversar com seus vizinhos a gente conscientiza o Brasil inteiro. É só parar de inventar desculpas e começar a agir.

domingo, 23 de agosto de 2009

Apresentação... e um desabafo.

Haha, criei um blog! Eu sei que muitas pessoas vão falar que isso é nerd, mas e ai?

Vou me apresentar em poucas palavras. Meu nome é Caio (ooh) e estou no ensino médio ainda, não serei apenas eu que postará no blog, e o assunto do blog será diversificado. Mas falarei bastante de política, não tenho pretensão de me tornar político, mas falar de política é algo que todo cidadão tinha que fazer.

Bom, como primeiro post vou só desabafar...

Cara, nessas ultimas semanas começou um movimento intenso de estudantes insatisfeitos com o que o senado tem feito. Pra quem não sabe o atual presidente do Senado, o senhor José Sarney, recebeu várias acusações contra si. Entre elas, nepotismo, atos secretos.. Entre outros. Mas o que me indigna de verdade não são esses atos sem escrúpulos e sem ética do senhor presidente do senado. Afinal, que ele não é flor que se cheire todo mundo sabe a muito tempo.

O que me deixa boquiaberto é o fato de que, as pessoas que não se indignaram em vez de ajudar, estão atrapalhando o movimento. Desculpas como "não vou ajudar a oposição" ou "protestar num sábado pra que?", e até falando que é sem organização e simplesmente falando coisas para desmotivar os que estão la fora nas ruas protestando.

Sabe um amigo, que é contra essa manifestação, falou pra mim em tom de deboche: "Mais vale uma cabeça pensante do que 150 marchantes". E eu fiquei pensando, ele diz ser a "cabeça pensante", mas não moveu um dedo se quer pra mostrar sua insatisfação. Então se o Brasil for depender dessas cabeças pensantes, agora não iria ter nenhuma manifestação, então ninguém ia saber que existem pessoas que não estão satisfeitas com a palhaçada que ta acontecendo no senado. Portanto, se essa cabeça pensante vai esperar alguma coisa acontecer, vai esperar algo mudar de repente, eu prefiro as 150 marchantes. Porque esses marchantes, pelo menos, estão tentando fazer algo, enquanto os pensantes esperam algo acontecer. Já dizia Geraldo Vandré: "Quem sabe faz a hora e não espera acontecer".

Só uma observação, esse amigo, o cabeça pensante, pretende sair do Brasil. Trabalhar no estrangeiro. Nada contra, mas, porque será que ele quer sair do Brasil e não tentar melhorá-lo ?



Edit: Gente, só pra deixar claro eu não to dizendo que "cabeças pensantes" não são necessárias. Apenas disse que uma cabeça que só pensa e não toma iniciativa alguma não é de grande ajuda.