quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Aula de geografia, debate político...

Boa noite leitores.

Hoje na aula de geografia teve um debate que chegou a ficar caloroso. Não participei dele porque não da pra debater em uma sala de aula. As pessoas se atropelam, começam a gritar, enfim, acabei não dizendo a minha opinião. Mas, como dizem, antes tarde do que nunca. Em certo ponto o debate chegou a ser partidário dividido em basicamente duas partes: Os petistas e os “psdebedistas”. Ou seja, os que são cegamente a favores do Lula e os que são cegamente contra.

Enfim, pra mim, a discussão já começou errada. Os dois são extremos. E como não me considero um "extremista" vou "refutar" e "debater" os dois pontos de vista:

Do lado totalmente “psdbedista”, uma amiga minha (que considero muito por sinal) disse nestas palavras "Eu me considero mais inteligente que o Lula".

Pô, pera ai né? Primeiro que em minha opinião, inteligência não é só você saber inúmeros conceitos e fórmulas matemáticas, físicas, químicas. E decorar datas e acontecimentos em história e geografia. Ta isso pode ser importante, mas você julgar uma "inteligência" nisso é meio banal. O Lula pode ter chegado apenas até a quarta série do fundamental, mas e dai? O cara tem uma oratória invejável. Ele vai para as reuniões internacionais e recebe apoio de vários países. Inclusive, em algumas ocasiões, dos EUA. Ele teve a competência de reunir uma equipe que conseguisse não fazer besteira com a economia, o Brasil é hoje um país sem dívida externa, tendo inclusive emprestado dinheiro ao FMI, a inflação quase não existe. Ai um anti-lula que se preze usa do argumento: "Ah, ele só continuou a política do FHC." Tá, eu concordo, só que precisa de muita competência e caráter pra fazer isso. Quero ver, se a oposição for eleita, a chamada direita, se eles terão o caráter para continuar alguma política feita pelo Lula. É claro que o Lula cometeu gafes e erros em seu tempo de governo, mas vou dar uma noticia chocante para os “anti-lulas”, nenhum presidente no mundo fez um governo impecável. Todos tiveram pontos altos e baixos, prós e contra, FHC, por exemplo, como ministro da fazenda, ajudou a criar o plano real e reestruturou a economia acabando com a inflação, ok ponto pra ele. Mas também deixou o país com uma dívida externa que muitos pensavam que nunca iríamos paga-lá.

Já do lado "Lula-até-a-morte" o que tivemos foi ao ouvir o Lula ser criticado, um amigo (que também considero muito) levantou e gritou para todos ouvirem: "Ah, não vem zuar o Lula não".

Bom, para esse petista que trata Lula como um "Deus" o que tenho a dizer é o seguinte: Cara, ta o Lula foi um bom presidente, a meu ver, mas longe de ser o ideal. Mostrou caráter ao continuar a política do FHC, porém tomou vários posicionamentos que um presidente "ideal" não deveria tomar, o mais recente foi o de apoiar o José Sarney, presidente do Senado. Apesar de acusações sobre o Sarney ter praticado o nepotismo, ser um verdadeiro coronel, "senhor feudal" no Maranhão, ta que ele teve que fazer pela estratégia política, que ele precisava do apoio do PMDB e tudo mais. Porém, não é uma desculpa. O fato é: Ele passou a mão na cabeça de um corrupto. Não importa o contexto, ele não devia ter feito e pronto. Outro ponto negativo sobre o governo Lula é o fato de suas medidas populistas, e assistencialistas, não serem o que deveriam ser: temporárias. Apesar de concordar em parte com as “bolsas” que ele pratica, não concordo com o jeito que ele faz. Uma política assistencialista deveria ser para situações imediatas, enquanto se investem em educação, saúde e segurança para que esses atinjam patamares mínimos para que todos tenham um tratamento digno de seres humanos. Porém, apesar de não ter dado tempo para ver uma mudança significativa nesses pontos, a União tem investido muito pouco em educação, saúde e segurança. O que pro Lula não tem desculpa, um cara que ficou em filas do S.U.S, Sistema Único de Saúde, investir quantias ínfimas em saúde é algo inaceitável. O que prova a frase, quase dito popular, "o poder sobe a cabeça do homem".

Minha conclusão sobre a discussão é: Eu fiquei feliz, porque apesar de não concordar na íntegra com esses dois pontos de vista, pelo menos eles possuem um lado e defendem alguma coisa. Porque, parafraseando um amigo, você falar que não gosta de política e não se importa não o torna "apolítico", apenas o torna indiferente, e é exatamente essa indiferença que faz com que os coronéis, ladrões e corruptos mandem e desmandem nesse país. Eu realmente espero que, a nossa geração faça algo para melhorar o país e o mundo, e como é direito de todos terem esperança, eu posso dizer abertamente:

Eu tenho esperanças em nossa geração, nem tudo está perdido. Só depende de nós. Afinal, é como dizem: a esperança é a última que morre.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Flashback" histórico

"De que adianta poder falar se ninguém mais quer escutar" ( Francisco Júnior, Professor de Geografia)

Edit: Galera, eu sei que ficou muito grande, mas leiam, por favor. Prometo que não vai ser em vão.

Bom, primeiramente, boa noite. Hoje será um pouco diferente, vou falar sobre uma parte da história do Brasil para tentar fazer com que você, leitor, comece a pensar mais e para podermos um dia mudar o mundo.

A parte da história que lhes contarei é a parte que vai de 1964 até 1985, que ficou conhecido como a Ditadura Militar.

Bom, primeiro vamos ao contexto mundial que estávamos inseridos na época;

Com o fim da segunda Guerra Mundial e com a vitória dos aliados, principalmente os EUA e a Rússia, ex-URSS, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o mundo passou a ser dividido em dois ideais: O ideal capitalista e o ideal socialista. Os EUA liderando o lado capitalista e a URSS liderando o lado socialista. Ai você começa a pensar: "Tá e o que a ditadura militar no Brasil tem haver com isso?" A resposta é simples: tudo. Primeiro que o Brasil como país chave na América do Sul tinha que escolher um lado, e os EUA iriam fazer de tudo para ter-nos ao seu lado. A segunda guerra acabou em 1945.

Avançando um pouco no tempo chegamos em 1961 com a posse do presidente eleito - Jânio Quadros - Após tomar posse Jânio governou por oito meses, no dia 25 de agosto de 1961 ele renuncia e diz a famosa frase "Forças ocultas me fazem renunciar”. Até hoje muito se discute sobre que forças seriam essas, alguns teorizando até ser o próprio Estados Unidos. Porém, com a renúncia dele quem iria assumir era seu vice João Goulart, Jango, que era acusado de ser socialista. No dia da renuncia Jango estava de visita à China, país socialista, o que reforçou as suspeitas. Entretanto, a constituição era clara: o vice-presidente deveria assumir o governo. E ai a coisa complicou de vez.

Grande parte dos militares e ministros tinham medo de que Jango ao assumir levasse o Brasil para o caminho socialista. Mas, mesmo assim existia gente a favor da posse de Jango, como o Leonel Brizolla que junto com o general Machado Lopes lideraram a "campanha pela legalidade" defendendo a posse de Jango. Mesmo com esse movimento a favor foi adotado, para Jango poder assumir, o parlamentarismo que dividiu parte dos poderes de Jango com um primeiro ministro. Porém após um plebliscito em que o povo deveria decidir se continuávamos no Parlamentarismo ou então voltaríamos para a República, resultado: a República venceu. Tudo o que os militares mais temiam.

Então em 1964 os militares aplicam um golpe, e tomam o poder, com apoio dos EUA. E aqui começam os desentendimentos. Uns dizem ser golpe e outros revolução. E ai entra meu ponto de vista, Jango era uma pessoa extremamente popular e suas medidas seriam extremamente beneficentes para o Brasil, e só não era bom para os Capitalistas que acreditavam que entraríamos no socialismo, e as pessoas alienadas que acreditavam no "comunista come criancinha" e para a elite brasileira. Logo, a meu ver, foi um golpe militar.

O primeiro presidente militar foi o general Castelo Branco, que dizia ser a favor da democracia, mas ao assumir toma uma posição totalmente autoritária e os anos de sofrimento e opressão começara. Logo ao assumir Castelo Branco estabelece eleições indiretas para presidente e dissolve os partidos políticos e deixou o bipartidarismo um que era a oposição, Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que era controlado e o ARENA, que representava os militares.

Após o Castelo Branco quem assume é o general Costa e Silva. Seu governo foi marcado por várias manifestações sociais. A UNE, União Nacional dos Estudantes, organiza a passeata dos cem mil. E então recebemos o mais duro golpe de toda a ditadura, o AI-5, que entre outras coisas, fechou o congresso, acabou com o Habeas Corpus, enfim, era o término dos "anos tranquilos", já que agora a perseguição ficara mais forte e quase que legalizada. Muitas pessoas sumiram, eram presos pelos militares e sofriam torturas inimagináveis, e a família ficava em estado de terror e sofrimento inacabável, sem saber se voltaria a ver seu parente.

E então veio Médici, e os anos mais duros da ditadura começara. As repressões e censuras começam a ficar escandalosas, jornais, teatros, livros, filmes começam a ser censurados. O DOI-CODI, Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna, órgão que "interrogava" os "subversivos", interrogava está entre aspas (“) pois não considero tortura e humilhação uma interrogação. E a milícia cresce no Brasil. Mas, mesmo com o lado social totalmente perdido, o Brasil vivia o milagre econômico, a economia do país crescia muito chegando aos 12% ao ano, e o governo investia massivamente em infra-estrutura, o que custaria muito caro ao país anos mais tarde com a dívida externa. E antes de nos acostumarmos com o delicioso crescimento econômico a crise do petróleo veio que afundou o Brasil, que importava 80% do petróleo que consumia, se não me engano.

Então o general Ernesto Geisel assume, e a decadência militar tem inicio, que coincide com o fim do milagre econômico, e a conseguinte insatisfação por parte do povo com as taxas inflacionárias, Geisel põe fim no AI-5 e o Brasil se encaminha para uma redemocratização. Contudo, a linha dura não satisfeita começa uma repressão clandestina aos opositores de esquerda.

Por fim, Figueredo assume o país, com a famosa frase "Prefiro sentir o cheiro de cavalo do que o cheiro do povo", o auge enfraquecimento militar. E muitos dizem que o governo militar só não acabou com Geisel para não ficar na memória do brasileiro a crise do petróleo e o fim do milagre econômico como culpa dos militares. Enfim, Figueredo solta a Lei de Anistia, que perdoava todos os crimes políticos de 1961 até 1979; ou seja, os militares acabavam de ganhar um "passe livre da prisão" eles estavam concedendo um perdão para eles mesmo, sem pensar nas milhares de pessoas que sofreram de maneiras inimagináveis. E o pluripartidarismo volta a ser permitido, e Tancredo Neves e seu vice José Sarney são eleitos como primeiros presidentes civis após o golpe.

O que eu quero dizer contando essa história é o seguinte: Antes o brasileiro não podia falar o que pensava. Era preso por isso, eu, por exemplo, seria preso, torturado e morto se tivesse esse blog na época. E depois da ditadura muitos pensavam que o Brasil agora "iria pra frente". Mas o povo parou de escutar, os anos em que muitos lutaram para poder falar foram esquecidos. Hoje só queremos festa. É claro que a festa e a farra são essenciais, mas devemos parar para pensar como as coisas andam hoje em dia. Para mostrar que não foi em vão a vida de milhares de jovens que morreram na época da ditadura tentando falar. Mas o jovem não escuta, salvo raríssimas exceções. Vamos nos unir, e concretizar o que já queriam lá atrás. Vamos fazer deste um Brasil melhor, e depois um mundo melhor. Você pode fazer isso é só acreditar, e fazer por onde. Estude mesmo que não goste, leia, aprenda. Se nos unirmos faremos a diferença.

sábado, 5 de setembro de 2009

E dessa vez: A saúde.

"Se cada um mudar o seu mundo, o Mundo inteiro mudará" ( Francisco Júnior, professor de geografia do Leonardo da Vinci)

Boa noite leitores! Peço desculpas pela falta de postagens novamente.

Bom, para o post dessa vez irei falar de mais uma coisa que em minha opinião é o mínimo que o Estado tem que dar: saúde.

Bom, primeiramente vamos separar duas coisas: saúde pública e saúde privada. A saúde privada no Brasil, isto é, hospitais, clínicas e médicos particulares não são de todo ruim no Brasil, inclusive tem destaque mundial em certas áreas. O problema é: que não deveria existir, ou deveria existir raríssimas, mas existe, e , portanto, a saúde pública é completamente ignorada.

Você já pensou em porque você paga imposto? Na teoria nós, cidadãos, receberíamos o imposto em forma de: escolas, hospitais, centros culturais, centros esportivos, entre outros. Porém, no Brasil acontece uma coisa curiosa, ao invés de receber em troca o povo tem que pagar de novo, se quiser algo de qualidade. Tem que pagar escola particular, pagar previdência particular, pagar seguro médico particular. Um leitor atento começa a se perguntar aqui: "ué, então pra onde vai o dinheiro dos impostos?" A resposta, ainda que moralmente e eticamente erradas, é bem simples: ela vai pro bolso de deputados, senadores, governadores, prefeitos, isso sem falar no dinheiro gasto para, por exemplo, pagar um funcionário que nem está no Brasil. Como aconteceu com o senador Arthur Virgilio - PSDB que contratou o filho de um amigo que morava na Espanha e pagava com dinheiro do senado.

Entra governo e sai governo e ninguém investe na saúde pública. Quantas reportagens que denunciam da falta de médicos, equipamentos, estrutura, remédio de hospitais públicos? E o que o brasileiro faz? Se conforma e, como sempre no Brasil, o conformismo toma conta da população. O povo elege um governante que passa quatro anos fazendo obras públicas. E a coisa ainda fica mais feia: você sabia que no ano de 2009 o GDF, Governo do Distrito Federal, repassou 61 milhões de reais para hospitais particulares e apenas 13,1 milhões para rede pública, segundo o Sistema Integrado de Gestões Orçamentárias (SIGGO), que por sinal é do governo. Ou seja, o Estado ao invés de fazer o que é seu dever que é cuidar da saúde pública ele da preferência ao sistema de saúde particular, de modo semelhante faz com a educação, como contei no caso do nosso vice-governador ir prestigiar a festa de uma escola particular.

Então veio por meio deste post suplicar a todos os estudantes, trabalhadores, aposentados, independente de cor, sexo, religião, time de futebol: Chega de conformismo! Vamos abrir os olhos, não vamos aceitar um governo com o pensamento de "Ah, pelo menos ele fez obras públicas e gerou empregos temporários" isso não é desculpa! É obrigação do governante, não só fazer obras públicas, mas também cuidar das áreas básicas, educação, saúde e segurança! Não fique esperando algo mudar, mude você mesmo. Não espere algo acontecer, aconteça você. Todos somos os protagonistas de nossa própria história. Logo, vamos agir como tal, vamos trabalhar para que o mundo em que nossos filhos forem viver seja diferente do nosso. Todos tem o poder de mudar o mundo, a única coisa que falta é determinação. Eu sei que eu vou tentar e vou conseguir, a verdadeira pergunta é: Você vai querer mudar o mundo comigo?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Justificativa

Gente eu e o Flávio estamos em semana de prova, por isso a falta de posts. Mas, se tudo der certo mais tarde irei atualizar!

Desde já peço desculpas se alguém entrou na esperança de ler algo novo.