segunda-feira, 9 de setembro de 2013

As vezes eu penso se vale a pena ter passado tudo isso que eu passei. É tão difícil sorrir. Queria um jeito de fugir.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O primeiro pacto.

Hoje a Presidenta da República, em reunião com os Governadores de estado e Prefeitos das capitais, anunciou cinco pactos para (tentar) atender os anseios da população envolta em manifestações por todo território nacional. O primeiro deles foi um "plebiscito popular que autorize processo constituinte específico para fazer a reforma política que o país tanto necessita". Bom, hoje, tratarei apenas sobre esse primeiro pacto. Antes, porém, vou esclarecer que não acredito que seja algum tipo de golpe de Estado. Acredito nas boas intenções da Presidenta. Entretanto, não posso deixar de falar que me parece que ela falou bobagem. Segundo o ex Ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto, em entrevista à cbn, não há "Constituinte Específica". O "povo", via plebiscito, pode, apenas, fazer aquilo que o Congresso Nacional tem competência pra fazer. Isso significa, que não por o "povo", via plebiscito, convocar uma "Constituinte para fazer a reforma política", assim como não pode revogar cláusulas pétreas. Nesse sentido, não acredito que o que a Presidenta propôs seja possível. Lembrando que o Plebiscito, regulado pela Lei n 8.624 de 4 de fevereiro de 1993, é competência do Poder Legislativo, via Decreto Legislativo. Em outras palavras, depende do Congresso Nacional, e não da Presidenta.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Funny Thing

Max Weber foi um cara brilhante. As pessoas costumam dar a desculpa de que não podem ou não tiveram a chance de escolher. Na vida, a gente sempre pode escolher. Não existe um futuro pré-determinado. A gente da um sentido pras coisas. Parte de cada um de nós a vontade de brilhar, de fazer a diferença. Podemos escolher ser felizes, se assim quisermos ser. Você pode achar que alguma coisa vai mudar. A verdade é que as coisas só mudam se a gente quiser. Algumas coisas eu quero que mude. Mas, sinceramente, tem outras que eu não quero que mude nunca.
Temos muitos medos. Medo de que não dê certo. Medo de que seja ruim. Medo de nunca mais volte a ser como antes. E esses intermináveis medos podem - se deixarmos - controlar e ditar nossas ações. Esse medo nos impede de tentar, dar uma chance pro acaso. Já ouvi dizer que é melhor se arrepender de algo que fizemos do que se arrepender de algo que não fizemos. Por mais complexa e filosófica - até mesmo para Parmênides - seja essa questão, tem um fundo de verdade. Se é que algo como a verdade exista.
Tudo que eu sei é que algumas vezes é bom superarmos os nossos receios. Arriscar, deixar pra pensar no que pode acontecer depois, depois. Afinal, o que de tão ruim pode acontecer? Acredito que temos mais a ganhar do que a perder. Mas, para ter certeza só se arriscarmos. Aí entra a questão mais importante: Você conseguiria dar uma chance pro acaso, superar seus receios e tentar?
Engraçado como é difícil tentar. Nossa cabeça cria infinitos obstáculos. Inventamos desculpas, fazemos de tudo para que possamos não tentar. O problema, real, de não tentar é nunca saber. Nunca saber o que poderia ter sido. Pode ser difícil conceber a idéia de que não foi. Mas, a idéia do "que poderia ter sido" acaba com qualquer um.
Mas, verdade seja dita, você consegue dizer o real motivo de você não tentar? É difícil de acreditar que seja simplesmente "porque você não queira". Mais difícil acreditar ainda quando você diz que é por causa da *******. Simplesmente não faz sentido. Como disse antes, a gente pode conviver com a idéia do não.
Comecei citando Max Weber - renomado sociólogo - porque estava estudando ele em uma matéria na faculdade. Dentro os quatro sociólogos que todos estudam - Émile Durkhein, Max Weber, Karl Marx e Augusto Comte - Max Weber me parece o mais sensato. Não vou discutir as características de cada um, mas, Weber diz que nós damos sentimos as ações. Se tem alguma verdade nesse mundo com certeza essa é uma delas. Nós damos sentido as nossas ações.

terça-feira, 16 de março de 2010

É como dizem: Relembrar é viver!

Hoje, dia 16 de março de 2010, com certeza será uma data para ser lembrada por todos os cidadãos brasileiros. Pela primeira vez na história da capital um governador é cassado e, além disso, está preso.

Isso é uma vitória e tanto para todos aqueles que ainda não se deram por vencido e acreditam em um Brasil melhor. Todos aqueles que se orgulham de ser cidadãos e exercer esse direito, de chamar para si a responsabilidade de tentar mudar.

Então, até os dias que precedem as eleições tentarei mostrar a importância que é mudar as caras não só do executivo como do legislativo, isto é, não devemos pensar só em mudar o governador mas também os deputados distritais na CLDF, Camara Legislativa do DF.

Começo hoje pelos possíveis candidatos ao governo do DF. Antes, porém, quero esclarecer que não vou fazer propaganda de político algum, vou, simplesmente, relembrar algumas coisinhas que o brasileiro adora esquecer.
Bom, o que eu estava dizendo? Ah, os possíveis futuros governadores...
Vou começar pelo mais conhecido, Joaquim Roriz, o famoso imperador de Brasília, senhor feudal do distrito federal, coronel da capital.

Roriz foi governador do DF por quatro mandatos seguidos. E nesses não fez muita coisa além de levantar uma cidade de concreto, acho, inclusive, que Roriz esqueceu que em meio a sua cidade de concreto existem pessoas. Quando digo que é preciso mudar subentende-se que Roriz nunca mais! É muita hipocrisia comemorar a cassação do ex-governador José Roberto Arruda e ao mesmo tempo defender a volta do coronel, Joaquim Roriz. Talvez, o maior feito do governo Roriz foi a criação de inúmeras favelas, os famosos currais eleitorais. Lotes irregulares sem o mínimo de assistência, sem água, sem asfalto. Esse foi o feito do grande Joaquim Roriz.

Para provar a incompetência do governo Roriz basta olhar para a saúde, educação e segurança na época de seu governo. Se bem que Arruda não quis investir nessas áreas também. Além dessa imprudência Roriz é o pai de todos os escândalos do DF. No STJ, supremo tribunal de justiça, há diversas acusações contra o coronel do Distrito Federal, que incluem racismo (chamou um eleitor de “crioulo petista", durante um comício), falsidade ideológica, crimes contra fé pública e outros.

A simples possibilidade do Roriz ser eleito mais uma vez mostra como é grave a situação no DF. Existem provas de que Roriz roubou, mas nunca foi condenado, afinal, como coronel que é sempre conseguiu se safar de suas várias acusações. E para aqueles que ainda insistem em defender com unhas e dentes o ex-governador e coronel, aqui estão alguns links provando tudo o que foi dito: Roriz é pego dividindo a "ínfima" quantia de 2,23 milhões de reais oriundos do BRB, de acordo com o ministério público cerca de 13 milhões de reais teriam sido desviados para a campanha de Roriz em 2002, Roriz chora e nega corrupção em 2007 pouco antes de renunciar devido às acusações de corrupção, obviamente culpa no cartório..

Enquanto tudo isso acontece fica claro que existe um paradoxo que de tão absurdo é inacreditável que esteja presente tão freqüentemente no nosso cotidiano, isto é, tudo leva-nos a crer que ladrão não é aquele que rouba, e sim aquele que é pego roubando.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ah... minha capital, existe uma solução, afinal!

Boa noite! Tem 2 meses que não posto aqui. Não tem um motivo definido, apenas uma conjunção de vários fatores. Preguiça, escola, férias e tantas outras quanto vocês podem imaginar. E nesse tempo o circo pegou fogo em Brasília!

Tivemos governador preso. Mudança na presidência da câmara legislativa, saiu o Leonardo Prudente e entrou o Wilson Lima, e, por fim, a renuncia do ex-vice-governador do distrito federal, Pauto Octávio, sem esquecer das quatro pessoas ligadas ao Arruda foram para a papuda. Impressionante, não? Será que a justiça abriu seus olhos? Será que tomaram juízo? A resposta virá em outubro deste ano, que quando ocorrerá o primeiro turno das eleições.

O real motivo do post se encontra no problema que ocorre não só em Brasília, como em vários estados brasileiros. Em Brasília, quando falamos de eleição pra governador imediatamente as pessoas pensam em dois nomes: José Roberto Arruda e Joaquim Roriz. Esse pensamento não é só inverossímil como nocivo para a população como um todo.

Sem defender partido algum, digo, com certeza, que nenhum dos dois é honesto. Os dois já foram flagrados em esquemas de corrupção, como mostrei no post anterior. Ambos são verdadeiros coronéis em Brasília. Mandam e desmandam. Não são os únicos, mas, talvez, os mais conhecidos.

O problema é que é aceito por quase todos que estes são as únicas escolhas que o cidadão tem para escolher o governador no DF. Essa ilusão é tão prejudicial que é capaz de ouvir pessoas falando a seguinte bárbarie: "Prefiro o Arruda, ele rouba menos e faz alguma coisa" ou a estrutura inversa, trocando "Arruda" por "Roriz".

Um não é melhor que o outro, os dois são igualmente corruptos e merecem ser igualmente punidos. E quem achar que estou errado neste ponto, por favor, gostaria de ouvir seus argumentos. É sempre bom lembrar que existem outros candidatos, outras escolhas. Não confiem no que eles dizem na televisão, afinal, muitas vezes, nem são os candidatos que fazem seus discursos. Isso não é ridículo? O cara não faz nem o próprio discurso.

A internet é um meio excelente quando se trata de pesquisar. Muita informação reunida e com fácil acesso. Basta colocar no google o nome do candidato que aparecerá o histórico dele. Tudo que, certamente, ele não dirá na TV.

O ano de 2010 tem que ser um ano de mudança. Caras novas e projetos novos. O maior poder do cidadão é o poder do voto. Quase todos reclamam da política no Brasil, alegam que só existem corruptos, ladrões e que isso nunca vai mudar. Porém, se esquecem de que para mudar não é tão difícil, basta a população querer. O cidadão não quer exercer o direito de votar, de escolher os representantes. Votar é assumir a responsabilidade de tentar mudar. O ócio e a comodidade impedem cada vez mais que a população se levante e de seu grito de independência.

Na escola, aprendemos sobre várias revoluções que resultaram da indignação e parece que as pessoas não lembram. Não estou dizendo para sermos tão radicais quanto a revolução francesa ou tão sanguinária quanto a revolução russa. Podemos nos indignar sem, necessariamente, envolver pegar armas brancas e matar os deputados, senadores e afins. Basta votarmos conscientes.

E, para terminar, é sempre bom dizer a máxima que acho que se encaixa mais nesse post:

"Quem quer um Brasil melhor vai ter que lutar por ele."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tão antigo, porém tão atual...

Boa noite senhores, senhoras, senhoritas e senhorios. Hoje um assunto batido, porém atual. A tal história do "apolítico".

Com mais esse escândalo de corrupção que o Brasil enfrenta, volto a escutar coisas que não gostaria. Pessoas desistindo, querendo votar nulo. Pessoas perdendo a força de seus ideais.
Já me repeti tantas vezes que corro o risco de ficar prolixo. Votar nulo, desistir da política, dizer que odeia política não é ser apolítico é ser indiferente. Essa indiferença é o que da espaço para que políticos desonestos e corruptos tenham espaço. Exemplos simples e rápidos: Roriz na "Operação Aquarela", o Arruda na "Operação Caixa de Pandora", o mensalão do PT com Roberto Jefferson, José Genuíno e outros.

Enquanto existirem pessoas que se orgulham de dizer que odeiam política e que não participam no que está acontecendo este cenário deplorável e hediondo de corrupção não vai mudar. Enquanto estes dizem para "votar nulo" ou "explodir o congresso" pessoas estão passando por todo tipo de dificuldade que não vão melhorar se não exigirmos que aqueles que administram façam o que tem que ser feito.

Vou colocar aqui um texto de Bertolt Brecht um dramaturgo e poeta alemão do Séc XX:

O Analfabeto Político
Bertolt Brecht

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. "

Incrível como depois de tantos anos o texto de Brecht consegue ser tão atual. O que, infelizmente, nos diz que esse problema é antigo e até hoje não foi resolvido.

É necessário consciência política, investir na educação. Estimular as pessoas à pensarem. Pensar não dói - apesar de parecer que várias pessoas achem que sim - vão atrás da vida dos candidatos, pesquisem. Parem com a política do "ctrl c ctrl v". Não acreditem e copiem tudo o que lhes falam. Utilize a internet para mais coisas que não jogos na internet, msn, orkut, twitter, facebook, hi5, e tantos outros sites de relacionamentos.

Citando mais uma vez o texto de Brecht: "Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas."

Lembrem-se que existem pessoas por aí que estão sofrendo devido a governos que fingem que se importam, cometendo inúmeras falácias. Que "dão lotes" irregulares, sem infra-estrutura e as pessoas não lembram que ele não fez nada mais que sua obrigação como parlamentar.Votaram nele para isso. Ou então aqueles que fazem inúmeras obras como shoppings, rodovias. E a população esquece que de nada adianta uma estrada boa se não tiver um hospital público com atendimento eficaz, profissionais capazes e equipamentos ou escolas públicas boas, com professores bem pagos e estrutura digna de uma população que paga tantos impostos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Crise Política? De novo?

Boa noite senhoras e senhores. Hoje, pra variar, que tal um escândalo político para pensarmos antes de ir dormir? Acredito que todos saibam de qual caso específico irei abordar hoje: o caso do governador do DF, o senhor José Roberto Arruda - DEM.

Pois é, aqueles que acham que o mensalão era coisa do Lula ou da Esquerda tiveram uma surpresa, no mínimo, desagradável. No dia 27/11/2009 foi deflagrada a operação “Caixa de Pandora”, pela polícia federal. Cumpriram mandados a 16 pessoas físicas e jurídicas. Entre elas, José Roberto Arruda - DEM. E, para piorar as coisas para o Arruda, foram divulgados vídeos onde Arruda recebe 50 mil reais quando ainda era candidato.
Caso alguém não tenha visto:



Bom, partamos, então, para minha análise do caso. Antes, porém, é preciso ter em mente que é possível que haja, entre os citados, pessoas que sejam inocentes. Visto que agora é a hora que se atira para todos os lados, e se bota todos os nomes possíveis. Mas, mesmo assim, acho improvável que o Arruda seja inocente.

Dito isso, podemos começar a análise: não é a primeira vez que o Arruda está envolvido em casos de corrupção. Em 2001, foi acusado de violar o painel do Senado. Em sua primeira declaração na época, Arruda alegou que nunca tinha visto a lista com o nome dos senadores e, portanto, era inocente. Afirmou também que era um absurdo pois tinha uma família para honrar. Porém, depois, no seu discurso de renuncia, ele se desculpa e renunciou ao cargo para não ser cassado. Como o brasileiro tem uma memória curta, em 2002, Arruda foi eleito deputado federal e em 2006, governador.

Após a divulgação do vídeo o argumento do Arruda foi o de que era para comprar panettones para pessoas carentes. O fato é: 50 mil reais de panettone são, simplesmente, algo absurdo. Quer dizer, analisando o histórico de Arruda, vemos que ele já se envolveu antes em casos de quebra de decoro parlamentar, corrupção e que as "desculpas" dele mediante aos fatos são, no mínimo, insuficientes. É fácil concluir que ele deve se retirar do cargo, e, em minha opinião, se afastar da vida política. Arruda é culpado sim e eu gostaria, se existirem, de ver argumentos a favor ao governador do DF.

Entretanto, não é coincidência muito grande esse escândalo sair no fim do acho de 2009, quando em 2010 acontecerão às eleições para governador do DF. Arruda e Paulo Octávio que estavam muito perto de sua reeleição de repente enfrentam um caso de corrupção que pode ocasionar um impeachment. Quem pode se beneficiar com a saída de Arruda nas eleições de 2010? Além da população, é claro. Que tal um ex-governador que é um coronel aqui em Brasília. Acredito que todos conheçam o nome dele: Joaquim Roriz.

Roriz é o mesmo cara que renunciou ao senado quando foi envolvido diretamente em uma investigação, onde foram divulgadas gravações em que continham o ex-senador negociando 2,2 milhões de reais, vindos do BRB. As gravações mostravam Roriz negociando a partilha dos 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília, Tarcísio Franklin de Moura. Mas, infelizmente, brasileiro nenhum se lembra disto. Com isso, é bem provável a volta do Roriz para o governo do DF.

Até quando os brasileiros se conformarão com a política do "rouba, mas faz". Até quando continuaremos a aceitar uma política que começou em Roma, a política do pão e circo?

Quanto ao delator do caso do Arruda, Durval Barbosa, não pensem que ele é o santo do governo, que é uma pessoa altruísta e que quer o bem da população. Ele só fez essas gravações e denunciou o caso de corrupção para se livrar dos processos que ele tem desde a época do ex-governador, Joaquim Roriz, e não eram poucos os processos.

Enquanto toda essa falcatrua acontece, a população fica esquecida. As crianças que tem que estudar em escolas públicas ficam prejudicadas, afinal, nosso governador "prefere dar panettones" à melhoria das estruturas das escolas. A saúde pública continua esquecida e abandonada, e obras e obras são feitas no DF.

Eu só espero que a população não se esqueça desses casos. Não ceda aos pães e leite que virão ano que vem. Não votem nulo, votem consciente. Não desistam, lutem para melhorar.