terça-feira, 16 de março de 2010

É como dizem: Relembrar é viver!

Hoje, dia 16 de março de 2010, com certeza será uma data para ser lembrada por todos os cidadãos brasileiros. Pela primeira vez na história da capital um governador é cassado e, além disso, está preso.

Isso é uma vitória e tanto para todos aqueles que ainda não se deram por vencido e acreditam em um Brasil melhor. Todos aqueles que se orgulham de ser cidadãos e exercer esse direito, de chamar para si a responsabilidade de tentar mudar.

Então, até os dias que precedem as eleições tentarei mostrar a importância que é mudar as caras não só do executivo como do legislativo, isto é, não devemos pensar só em mudar o governador mas também os deputados distritais na CLDF, Camara Legislativa do DF.

Começo hoje pelos possíveis candidatos ao governo do DF. Antes, porém, quero esclarecer que não vou fazer propaganda de político algum, vou, simplesmente, relembrar algumas coisinhas que o brasileiro adora esquecer.
Bom, o que eu estava dizendo? Ah, os possíveis futuros governadores...
Vou começar pelo mais conhecido, Joaquim Roriz, o famoso imperador de Brasília, senhor feudal do distrito federal, coronel da capital.

Roriz foi governador do DF por quatro mandatos seguidos. E nesses não fez muita coisa além de levantar uma cidade de concreto, acho, inclusive, que Roriz esqueceu que em meio a sua cidade de concreto existem pessoas. Quando digo que é preciso mudar subentende-se que Roriz nunca mais! É muita hipocrisia comemorar a cassação do ex-governador José Roberto Arruda e ao mesmo tempo defender a volta do coronel, Joaquim Roriz. Talvez, o maior feito do governo Roriz foi a criação de inúmeras favelas, os famosos currais eleitorais. Lotes irregulares sem o mínimo de assistência, sem água, sem asfalto. Esse foi o feito do grande Joaquim Roriz.

Para provar a incompetência do governo Roriz basta olhar para a saúde, educação e segurança na época de seu governo. Se bem que Arruda não quis investir nessas áreas também. Além dessa imprudência Roriz é o pai de todos os escândalos do DF. No STJ, supremo tribunal de justiça, há diversas acusações contra o coronel do Distrito Federal, que incluem racismo (chamou um eleitor de “crioulo petista", durante um comício), falsidade ideológica, crimes contra fé pública e outros.

A simples possibilidade do Roriz ser eleito mais uma vez mostra como é grave a situação no DF. Existem provas de que Roriz roubou, mas nunca foi condenado, afinal, como coronel que é sempre conseguiu se safar de suas várias acusações. E para aqueles que ainda insistem em defender com unhas e dentes o ex-governador e coronel, aqui estão alguns links provando tudo o que foi dito: Roriz é pego dividindo a "ínfima" quantia de 2,23 milhões de reais oriundos do BRB, de acordo com o ministério público cerca de 13 milhões de reais teriam sido desviados para a campanha de Roriz em 2002, Roriz chora e nega corrupção em 2007 pouco antes de renunciar devido às acusações de corrupção, obviamente culpa no cartório..

Enquanto tudo isso acontece fica claro que existe um paradoxo que de tão absurdo é inacreditável que esteja presente tão freqüentemente no nosso cotidiano, isto é, tudo leva-nos a crer que ladrão não é aquele que rouba, e sim aquele que é pego roubando.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ah... minha capital, existe uma solução, afinal!

Boa noite! Tem 2 meses que não posto aqui. Não tem um motivo definido, apenas uma conjunção de vários fatores. Preguiça, escola, férias e tantas outras quanto vocês podem imaginar. E nesse tempo o circo pegou fogo em Brasília!

Tivemos governador preso. Mudança na presidência da câmara legislativa, saiu o Leonardo Prudente e entrou o Wilson Lima, e, por fim, a renuncia do ex-vice-governador do distrito federal, Pauto Octávio, sem esquecer das quatro pessoas ligadas ao Arruda foram para a papuda. Impressionante, não? Será que a justiça abriu seus olhos? Será que tomaram juízo? A resposta virá em outubro deste ano, que quando ocorrerá o primeiro turno das eleições.

O real motivo do post se encontra no problema que ocorre não só em Brasília, como em vários estados brasileiros. Em Brasília, quando falamos de eleição pra governador imediatamente as pessoas pensam em dois nomes: José Roberto Arruda e Joaquim Roriz. Esse pensamento não é só inverossímil como nocivo para a população como um todo.

Sem defender partido algum, digo, com certeza, que nenhum dos dois é honesto. Os dois já foram flagrados em esquemas de corrupção, como mostrei no post anterior. Ambos são verdadeiros coronéis em Brasília. Mandam e desmandam. Não são os únicos, mas, talvez, os mais conhecidos.

O problema é que é aceito por quase todos que estes são as únicas escolhas que o cidadão tem para escolher o governador no DF. Essa ilusão é tão prejudicial que é capaz de ouvir pessoas falando a seguinte bárbarie: "Prefiro o Arruda, ele rouba menos e faz alguma coisa" ou a estrutura inversa, trocando "Arruda" por "Roriz".

Um não é melhor que o outro, os dois são igualmente corruptos e merecem ser igualmente punidos. E quem achar que estou errado neste ponto, por favor, gostaria de ouvir seus argumentos. É sempre bom lembrar que existem outros candidatos, outras escolhas. Não confiem no que eles dizem na televisão, afinal, muitas vezes, nem são os candidatos que fazem seus discursos. Isso não é ridículo? O cara não faz nem o próprio discurso.

A internet é um meio excelente quando se trata de pesquisar. Muita informação reunida e com fácil acesso. Basta colocar no google o nome do candidato que aparecerá o histórico dele. Tudo que, certamente, ele não dirá na TV.

O ano de 2010 tem que ser um ano de mudança. Caras novas e projetos novos. O maior poder do cidadão é o poder do voto. Quase todos reclamam da política no Brasil, alegam que só existem corruptos, ladrões e que isso nunca vai mudar. Porém, se esquecem de que para mudar não é tão difícil, basta a população querer. O cidadão não quer exercer o direito de votar, de escolher os representantes. Votar é assumir a responsabilidade de tentar mudar. O ócio e a comodidade impedem cada vez mais que a população se levante e de seu grito de independência.

Na escola, aprendemos sobre várias revoluções que resultaram da indignação e parece que as pessoas não lembram. Não estou dizendo para sermos tão radicais quanto a revolução francesa ou tão sanguinária quanto a revolução russa. Podemos nos indignar sem, necessariamente, envolver pegar armas brancas e matar os deputados, senadores e afins. Basta votarmos conscientes.

E, para terminar, é sempre bom dizer a máxima que acho que se encaixa mais nesse post:

"Quem quer um Brasil melhor vai ter que lutar por ele."