O PAS é visto por muitos como uma ideia muito boa, algo que pode te dispensar do tão temido vestibular no fim do ensino médio. O que eu acho é que o PAS coloca na nossa vida três vestibulares. São provas com estrutura similar ao vestibular, com conteúdo mais específico, e com a mesma importância. Faz um aluno de 14, 15 anos já ter que se preocupar durante o ano inteiro com esse difícil processo seletivo. Caso esse aluno não se preocupe, salvo algumas exceções, ele terá que enfrentar, além das 3 etapas do PAS, o vestibular tradicional. Serão quatro vestibulares na vida desse aluno, e é isso que acontece com a maioria dos alunos.
Acho que seria muito melhor termos um ensino médio tranquilo, com mais liberdade de conteúdo, e fazermos o vestibular no final do ensino médio, quando temos mais maturidade para encarar esse tipo de processo. Já vi várias vezes professores falarem que não podem ensinar tal parte de um conteúdo simplesmente porque a UnB não coloca na pauta do PAS. Estamos condenados a aprender aquilo que foi programado pela UnB, e todas as escolas de Brasília também. O pior de tudo é que é um conteúdo extremamente amplo e pouco aprofundado, com partes inúteis para a maioria dos estudantes, e sem partes que poderiam ser muito úteis.
Vou falar novamente o que eu havia dito no meu outro post: somos um dos países onde mais se estuda física, matemática, e outras ciências, mas mesmo assim temos um dos piores desempenhos no mundo nessas matérias. Somos assolados com conteúdos sem fim, e temos que mastigar e engolir isso tudo, porque a UnB vai te cobrar no final do ano. No final de todos os anos. Eu serei um engenheiro, um médico ou um concursado na área de direito. Faz sentido eu estudar tantos conteúdos de geografia física (a geografia política deve ser ensinada para todos, na minha opinião), de botânica, de artes visuais, de teatro? Acho que cada estudante deve escolher, além de matérias básicas - úteis para qualquer profissão - as outras matérias que deve estudar. Espero realmente que meu filho não tenha que decorar "Vou te Excluir do Meu Orkut" ou "Dançando Calypso". Se os estudantes de 14 ou 15 anos têm maturidade para participar de um processo seletivo como o PAS, devem também ter maturidade de escolher o que querem estudar. Acho que seria uma "forçação de maturidade" mais saudável do que a atual.
Ouvi dizer que há uma nova proposta de reestruturação do ensino médio em 2010, visando justamente mudar esses aspectos de conteúdos exagerados com pouco aprofundamento. Espero que seja bem planejado, e que dê certo. Dessa forma, o Brasil pode ser visto como um país de estudantes capazes, e não só como um país de futebol, carnaval e corrupção.
19 comentários:
O PAS é, aparentemente, uma coisa boa. Mas, na verdade quando se olha no VERDADEIRO ganho é o seguinte: O cara passa 3 anos com dor de cabeça, luta pra decorar fórmulas e conceitos, e no final não aprende NADA.
MUITO BOM BRASIL. Até quando continuaremos com uma educação de quantidade e não qualidade e continuaremos estagnados como um país subdesenvolvidos exportador de produtos primários?
Bom, isso depende só de cada um de nós. Quer um Brasil melhor? Então lute por ele!
Concordo com você na parte em que você cita o meio que é o ensino. Muito conteúdo para que o aluno no final não absorva nada. Só faça a prova e nada mais.
Agora, em relação ao PAS. Acho que é uma idéia muito boa. Cacaxo, pra um cara que quer um curso concorrido como Medicina, Direito, Rel, as Engenharias (civil, mecatrônica,...), o PAS é MUITO útil. A prova do vestibular exige muito desses alunos. O cara tem que ir pra gabaritar a prova com conteúdo que ele viu a dois anos passados. O PAS torna isso mais fácil limitando o conteúdo. Quanto ao negócio de maturidade, acho que o aluno tem que saber que é uma prova que pode mudar a vida dele, mas que se ele for mal também não vai comprometer. E ele só precisa fazer a escolha de curso no final do terceiro ano, que de qualquer jeito teria que fazer para uma possível inscrição no vestiba.
Essa é a minha opnião :)
bom, concordo em partes, isso de escolher as materias é bom, mas não é bom quando você não tem certeza, eu sei bem o que eu quero e quase certeza que muitos aqui também. eu sou portugues, lá em portugal é assim como o flavio disse, você escolhe se sua faculdade é de humanas ou exatas e você faz aquilo no ensino médio. se você mudar no ultimo ano, ou seja, terceiro, como no caso da minha prima que queria fazer biologia e trocou por teatro, teve qe voltar dois anos DOIS ANOS. não é só com ela que esse problema acontece, é dificil com 14 anos você escolher a profissão que você vai querer pra sua vida toda e além disso ainda ter uma perda de tempo tao grande se quiser mudar. além do mais, imagina que você quer ser doutor faz humanas e depois quer fazer engenharia na faculdade, voce teria qe voltar pra escola de novo. tem o lado ruim e o lado bom..
é, mas do jeito que o ensino é mal transmitido, mesmo no nosso estilo de educação um cara teria que se enfiar em cursinhos se quisesse desistir e fazer, por exemplo, engenharia.. porque no nosso ensino médio porco, o cara nao aprendeu nada de verdade.
"Porco" não é só o ensino médio, é como é tratado o conhecimento e a informação no geral. O que o povo gosta mesmo é de farra, de brincadeira. Pega uma aula com conteúdo sério, com um professor que quer ensinar os fundamentos do que transmite aos alunos, de forma que eles entendam realmente a matéria sem ter de recorrer a decorebas e atalhos. Agora pega algum aluno que assista a essa aula com atenção e com sede de saber. São raros os que atendem à última categoria. A maioria só quer saber de boletim, de desempenho acadêmico. O gosto por conhecer, o respeito pelo saber, estão completamente mirrados nessa sociedade consumista, que preza mais ideias "bonitinhas" do que ideias firmes. Coloca um professor palhaço que ajude os alunos a decorar a matéria e um professor dedicado que tente fazê-los entender, mesmo que sofrendo, as essências do raciocínio. Agora me diga quem é que vai ter o melhor salário, quem é que vai conseguir entupir com mais dados a cabeça dos estudantes do cursinho que se autointitula escola.
E a questão da maturidade... A maior parte dos adolescentes que eu vejo por aí são crianças mimadas que acham que o mundo deve se curvar aos seus pés, inclusive as provas, "que são exigentes demais", os professores, "que não sabem ensinar", o outro, "que não sabe discutir." Que é que uma pessoa dessa vai trazer ao mundo, independentemente da faculdade, do trabalho, da igreja?
A questão da maturidade é muito mais profunda e complexa do que parece com o simples dado da desistência no meio do curso. Vem de cedo, do berço, da cultura, da educação (e não só do ensino - difiro aqui educação de ensino pela educação ser humanitária e o ensino conteudista, ambos complementares, nunca antagônicos)...
Formamos, hoje, jovens que têm uma mente tão bitolada com o que aprendem na escola que não entram em questões mais profundas consigo mesmos; viraram uma lixeira, um depósito de informações, sem senso crítico nem vida intelectual. São repetidores de informação.
Onde estão os criadores?
Existem, mas são poucos. Precisamos de algo mais erudito, menos popular. De funk o mundo tá cheio - cade as séries dodecafônicas?
Se até a música o ser humano banalizou a esse ponto, imagina a extensão do dano à sua vida...
Pessoas se transformaram num vaso duro. As tulipas são mero enfeite.
Tulipas de plástico, fornecidas pelas instituições de ensino "que prezam a formação do cidadão, o desenvolvimento da afetividade, a construção dum novo mundo".
E lá vamos nós, servir nosso "foie gras" às universidades, tendo engolido todo o lixo mal-processado que adquirimos na escola.
"ah, deixa eles mais burros, assim eles passam mais fácil..."
É a política epistêmica humana geral, né. Que fazer?
é, segundo o que o pedro miguel disse, a responsabilidade é milhões de vezes maior do que pelo pas. o que eu acho que tinha de ser reestruturado é o aprofundamento das matérias... química, por exemplo, meu pai que me perdoe mas eu não entendo a utilidade disso pra alguém que nao vá fazer nada da área de exatas ou saúde. enfim...
e eu discordo que o ensino do brasil é ruim. pelo menos o das escolas particulares, não conheço as públicas. na verdade o problema do brasil não é o ensino, e sim o estudante. existe aqui uma cultura que o que mais importa é 'viver a vida', ou seja, se dar bem enquanto pode e se virar como der lá na frente. tanto é que muitas vezes os alunos que ficam de recuperação etc tiram nota melhor na recuperação do que no bimestre todo, e ainda se orgulham disso. o problema não é o que é ensinado. o problema é em parte dos professores, que não cobram disciplina; em parte dos pais, que muitas vezes não incentivam direito; em parte do tipo de ensino, que é por provas (daí o cara estuda no dia antes e muitas vezes vai bem: até hoje minha sétima série agradece por isso); em parte pela mídia, que estimula esse tipo de atitude: não se importar com nada. ou seja, se os estudantes passam anos estudando e não aprendem, é mais uma questão de cultura - que eu sinceramente não sei como mudar, hehe - do que de baixa qualidade de ensino. falando dos colégios que eu conheço, repito.
eu acho que o pas é ótimo, porque além de ser bem mais fácil de passar ainda cobra um certo nível de igualdade entre a maioria dos colégios daqui. e se eles falam de 'nóis é jeca mais é jóia' é pra incentivar a cultura popular brasileira, por mais que alguns discordem.
uma coisa que me deixou abismada esses dias foi quando eu vi na tv sobre aquela professora que mostrou a bunda kkk. o problema é o seguinte: ela tava num programa e o cara tava tentando 'mostrar o lado dela', e falou: "mas quando você tava lá o cara perguntou 'eu posso?'. você não sabia o que queria dizer?" (pra quem não entendeu: 'eu posso levantar a saia?'). sabe a resposta? "primeiro que 'eu posso' tem sujeito indeterminado... então não dava pra saber sobre o que ele tava falando."
UEUHEAUHEAUH ok, isso pode ser meio inúil, mas eu juro que ela falou isso! e a diretora do colégio ainda disse que era uma pena mandar ela embora, pq ela era uma das melhores. HUEUAEUH parei. o que eu quero dizer é... e o nível dos professores, é bem regulado?
falei demais bjs
Maiara, se eles quisessem que nós aprendessemos sobre a cultura popular brasileira, cobrariam "garota de ipanema", "samba de uma nota só", "construção" de músicos como Tom Jobim, Chico Buarque, Vinicius de Morais. O método de ensino é ruim sim no Brasil, temos 14 disciplinas por série, e não é pouca coisa que aprendemos de cada. Não nos aprofundamos e especializamos porém, vemos MUITA coisa, vide biologia do 2º ano. E no fim, depois de tanta coisa empurrada, ficamos com 2 ou 3 matérias no máximo ao fim do ano, de um modo geral. Ou seja, o cara entra na faculdade como se não tivesse estudado praticamente nada, já que ele quase não vai usar o que aprendeu até então.
Concordo é necessário que essa ideia do estudante querer só festa, e pegação e viver na bonança. E como a gente faz isso? Do jeito que a gente esta fazendo aqui, debatendo e discutindo e cada dia trazendo novas pessoas para as discussões.
No que tange a professora, pra mim pelo menos, não me importa se ela aparece rebolando e mostrando os fundos, o que ela faz como PESSOA é um problema dela. Se ela for uma professora preocupada com a formação de pessoas e não só com "máquinas" por mim ela pode trabalhar como prostituta à noite, se não comprometer o trabalho não tem problema. A escola mandou embora porque virou notícia, e notícia é propaganda, e propaganda é dinheiro e poder. Portanto, ela foi demitida.
Bom, Maiara, qual a relação entre o desempenho profissional na escola e o comportamento social entre "amigos" da professora?
Também acho essas manifestações lamentáveis, mais pelo lado da condição humana do que pelo lado do cabimento "ético", mas só porque ela rebolou mais 'solta' ali na festa não quer dizer que ensine isso pras crianças.
O "nível" dos professores deve ser medido no contato com os alunos - professor também tem vida própria, ué.
Por mais que não concordemos com a atitude de dançar daquele jeito, não quer dizer que a mulher fosse má professora, ou uma ameaça aos filhos.
O que ocorre é que a sociedade despreza orgulhosamente alguns comportamentos e lasca o pau em quem os cultiva. Mas a fúria social não é exatamente idônea. O pessoal quis saber de tirar a professora pelo comportamento "vergonhoso"...
Nem a liberdade de escolha a gente tem. Depois, o povo aplaude a suposição de "democracia"...
E a professora nem é uma figura pública, ou é?
Lembrando agora, olha isso...: http://www.youtube.com/watch?v=TfzyqxWHrQo
Gustavo, eu concordo quase que completamente com seu comentário. Entretanto, mesmo que seja verdade que o estudante hoje em dia não está interessado no que os professores tem a ensinar mesmo que não seja "útil" para eles, é preciso olhar o outro lado. Estudantes como eu, por exemplo, que poderia estar lendo livros que me interessam, como "Revolução dos Bixos", "Ditadura - De Castelo à Tancredo", e outros livros sobre a história e geopolítica do mundo em que vivemos, tenho que ler "Dom Casmurro" que, por mais que Machado de Assis tenha sido brilhante, não me atrai. Ou seja,talvez a solução não seja empurrar livros e sim deixar o cara escolher o que ele gosta, que ele vai acabar lendo naturalmente.
Portanto, mesmo que a mentalidade da maioria dos alunos esteja errada é preciso ver que muitas vezes ele fica sufocado e acaba não tendo interesse em ler, por exemplo, já que toda vez que ele pensa em "ler" ele lembra da literatura forçada que ele fizera na escola.
Se eles quisessem que aprendêssemos sobre cultura brasileira, colocariam no roteiro Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Guerra Peixe, Altamiro Carrilho, Chiquinha Gonzaga, Egberto Gismonti... Villa e Egberto têm, ambos juntos numa só música, a versão sintetizada do Trenzinho do Caipira.
Tom Jobim não criou música brasileira, criou música estrangeira no Brasil, e estrangeira não só pq "bossa é coidigringo", mas pq as estruturas musicais da bossa são completamente importadas. A música foi feita no Brasil, é orgulho do brasileiro, mas seu maior sucesso se deve ao estrangeirismo "patriota" brasileiro.
Vinícius de Moraes idem; já o Chico é diferente, ele juntou um conhecimento enorme da cultura brasileira mesmo e misturou com alguns ritmos e batidas e formas "lá de fora", o que dá uma pitada muito maior de brasilidade do que o Tom e o Vinicius.
O grande problema da música popular brasileira é que ela não é nacional, é importada. O povo 'brasileiro' geral se acostumou e se apegou tanto ao estrangeiro que deixou suas belezas culturais de lado... Pelo menos o PAS tenta resgatar isso, cobrando obras literárias e musicais mais "brasileiras"...
É um começo.
Bacana o blog Flávio, não tinha entrado ainda.
Concordo em parte com o que você diz, não vou entrar em detalhes do que discordo por falta de tempo mesmo. No entanto, acho relevante citar algo que me revolta: a insistência do governo atual em criar novos cursos/vagas/universidades ao invés de se investir na educação de base. Sabemos que fazer isso é a maneira mais curta e no entanto ineficiente de se melhorar a educação no país. O que vai acontecer, infelizmente, é a decadência do ensino superior federal e estadual, que há anos é excelente e referência na América do Sul e talvez até no mundo, vide Unicamp, USP, UNB, UFMG e tantas outras. A tendência então é ocorrer o que aconteceu nos últimos 25 anos com as Escolas Públicas e Federais (de Ensino Fundamental e Médio) do país. De que adianta mais milhares de vagas se as pessoas não estão aptas e capacitadas para seguir a área que desejam?
Breno G. Boueri
Sim, Caio, mas o próprio estudante confunde aprender com se forçar. A causa disso é tanto a obrigação de seguir tais matérias quanto a banalização de criar fúteis conceitos e neles basear sua "vida intelectual". Tá tudo correlacionado.
O foda é que o Brasil não é uma Finlândia - o país com o melhor sistema educacional do mundo, baseado na escolha pelo estudante do que ele quer para si mesmo. Lá, há a opção de matérias, a liberdade de deveres (isso mesmo, eles fazem o que querem)... Responsabilidade e disciplina verdadeiras são fruto do amadurecimento pela liberdade. Quem é obrigado a aprender não valoriza o que sabe pelo simples fato de ter sido obrigado a engolir. É a mesma coisa de obrigar brasileiro pobre e analfabeto a votar - acaba votando em Maluf, em Clodovil, em Aguiar pq não sabe escolher candidato mas é obrigado a votar. O tiro sai pela culatra.
Óbvio que, se desobrigarem a população de estudar ou de votar, isso aqui vai virar a maior suruba. Mas não dá pra levar um país pra frente pela força do arreio! A evolução vem da população, que evolui quando quer evoluir. O brasileiro médio não quer é nada com nada.
E mesmo que o aluno seja obrigado a decorar certas coisas, ele geralmente acaba entrando na onda de que nada merece atenção "pq é tudo obrigação". O que eu mais vejo por aí é gente confundindo sonhos pessoais com ilusões desprezíveis. Porque não há estímulo sobre ele, mas também porque falta paixão a partir dele.
Ele, simplesmente, desiste.
Ele o aluno geral. Estupidificado pela obrigação de engolir o de que até podia começar a gostar, não tivesse sido forçado.
Mas nós temos sempre livre-arbítrio. A desistência é nossa, não do ambiente. Não somos determinados, mas determinantes.
E, quando decidimos encarar o ambiente social como "culpado" do dano pessoal, já determinamos que não queremos resolver isso...
e eu ia dizer que não dá pra instituir um ensino "finlandês" no Brasil, pelas várias diferenças históricas, culturais entre os dois países.
Correção à última parte: "não somos [somente] deteminados, mas [principalmente] determinantes."
O único motivo que eu consigo entender pra eles colocarem músicas que são, convenhamos, populares entre muitas pessoas, é pra popularizá-las e de certa forma unir as classes sociais, obrigando a mais alta a ouvir e analisar seriamente músicas que julgam pobres. Eu não entendo de música, então minha unica análise é essa. Nivelar por baixo, digamos assim, e dar uma de moderno. E também para mostrar que por mais que você não goste de algo, há algo interessante por trás disso.
Sobre o modo de ensino, eu não concordo completamente. Acho que as matérias, se fossem vistas de forma mais geral, ficariam muito mais fixadas nos alunos e ainda os daria uma visão mais ampla de mundo, digamos. Logo, talvez uma medida conveniente fosse que todos os alunos tivessem todas as matérias de forma básica, e fossem obrigados a escolher algumas para se aprofundar. Mais ou menos que nem na unb.
A professora faz o que quiser, mas acho que tem que manter uma distância profissional óbvia, até porque trabalha com crianças, que com certeza foram influenciadas se tiverem visto o video. Mas meu ponto não foi o video, e sim a análise dela na entrevista...
Isso não vai unir classes diferentes nem aqui nem na china asheuish xD E mais, qual a relação causal entre nível social e gosto musical?
Mas concordo com o aspecto de "visão de mundo" do ensino diversificado. É importante, e até legal (ooh!), associar conhecimentos de várias áreas. Há uma certa arrogância no desprezo com algumas matérias, arrogância que prejudica o entendimento de mundo de quem tem essa postura.
Caio, esse é apenas mais um dos erros do país! Se a educação começa errada... Como ficarão as outras coisas: Economia, Saúde, estrutura rodoviária, ferroviária, aérea. O Brasil não se leva muito a sério!
É muito bom você abir essa discussão, pelo menos abre os olhos dos pais e dauqles que formulam a educação no Brasil!
Po, que eles poderiam se esforçar para escolher umas músicas melhores, poderiam. Nisso até o Juca concorda. Só sei que, se não houver uma reestruturação no modelo da educação pública e privada o Brasil não vai sair do status de subdesenvolvido. Pelo contrário, ele vai cada vez afundar na sua própria miséria. O povo vai ficar cada vez mais pobre, os latifúndios cada vez maiores e aquela velha história: "O rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre"
http://www.brasilcultura.com.br/perdidos/altamiro-carrilho-cobra-o-direito-de-ouvir-a-nossa-musica-no-brasil/
Falou tudo nesse link ;)
Disse tudo meu querido!!
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